Hospital São Francisco e MPT-RJ abrem nova turma do curso sobre suicidologia 

Hospital São Francisco e MPT-RJ abrem nova turma do curso sobre suicidologia 

Capacitação integra o programa de assistência à saúde mental dos agentes de segurança pública do Rio de Janeiro

Com uma aula magna de um dos pioneiros em estudos sobre prevenção do suicídio no Brasil, o professor Carlos Felipe Almeida D’Oliveira, o Hospital São Francisco na Providência de Deus (HSF) e o Ministério Público do Trabalho (MPT-RJ) deram início à segunda edição do Curso de Aperfeiçoamento Profissional em Suicidologia e Segurança Pública. A capacitação tem duração de um ano e é uma das ações do programa de assistência à saúde mental dos agentes de segurança pública do Rio de Janeiro desenvolvido pelo MPT-RJ com a parceria do HSF. Carlos Felipe é médico e integra a diretoria da Associação Brasileira de Estudos e Prevenção do Suicídio (ABEPS) desde a sua fundação. 

O diretor geral do HSF, Frei Carlos Burdini, saudou os organizadores do curso, o professor convidado e uma plateia formada por novos alunos e alguns integrantes da primeira turma, que compareceram à cerimônia. O Frei falou sobre a alegria de iniciar uma nova turma do curso que trata de um tema tão sensível. ”O HSF, além de ser uma instituição que trata da saúde, carrega um legado de 40 anos da atuação da Associação Lar São Francisco de Assis na Providência de Deus (ALSF), nossa gestora, a serviço da vida. Então, para a nossa Associação, esse curso tem um significado muito especial. Eu tenho a satisfação de dizer que nós vamos alcançar pessoas que nem imaginamos. São Francisco de Assis deixou uma frase muito bonita para nós: ‘Comece fazendo o necessário, depois o possível e logo você estará fazendo o impossível’. Aonde esse curso vai chegar? Quem ele vai tocar? Se tocar uma única vida, já terá cumprido o seu propósito. Mas esperamos que inúmeras vidas sejam tocadas por esse movimento que estamos iniciando aqui”, destacou.

O diretor executivo do HSF, Jociliano Leonel, comemorou a parceria com o MPT-RJ e o Instituto de Pesquisa, Prevenção e Estudos em Suicídio (IPPES) para a realização do sucesso do curso. “Fiquei feliz de ver que mesmo após o encerramento das inscrições, tivemos outras pessoas interessadas na capacitação. Agradecemos as parcerias que tornaram esta iniciativa possível e também a todos que se inscreveram e que desejam caminhar juntos”. A diretora médica do hospital, Priscilla Alexandrino, frisou que foram muitas as lições aprendidas na primeira edição do curso, que deixou como legado o conhecimento. “Isso permite a integração entre os representantes da segurança pública e os profissionais do hospital e abre espaço para o diálogo. Que essas relações sejam muito proveitosas para todos”, afirmou.

As procuradoras Cynthia Maria Simões Lopes e Samira Torres Shaat, idealizadoras do programa no MPT-RJ, lembraram que o tema é caro e que o trabalho nasceu de um pedido recebido pelo MPT em 2019. “Quem sofre não espera. Nos debruçamos de forma dedicada e incansável sobre esse projeto para mudar a realidade de quem precisa”, disse Cynthia. Samira sublinhou o ineditismo da iniciativa: “temos cinco corporações, todas juntas e isso mostra quão importante é esse trabalho”.

A socióloga e pesquisadora Dayse Miranda, fundadora do Instituto de Pesquisa, Prevenção e Estudos em Suicídio (IPPES), coordenadora pedagógica do curso, ressaltou que ele é resultado de muitas parcerias e vai além do trabalho acadêmico. “Hoje estamos aqui com mais de 100 pessoas nesse auditório pensando em como podemos construir ferramentas, através do conhecimento adquirido, para oferecer às organizações para diminuir o sofrimento de quem sofre muito e sozinho”, pontuou.

A seriedade com que o tema foi tratado na primeira edição atraiu novos olhares para o curso. O cabo da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro Guilherme Tavares Costa Guimarães é técnico de enfermagem e havia feito um curso de abordagem técnica à tentativa de suicídio no Corpo dos Bombeiros. “Desde então, eu trabalho no Grupamento Especial de Salvamento e Ação de Resgate, o Gesa, com uma equipe da área da saúde. O meu carro-chefe é falar sobre a doença mental e sobre o suicídio para os policiais militares. Um dos socorristas táticos do grupo é um agente penal que participou da primeira edição do curso no HSF e quando soube da nova turma, me recomendou a fazer e eu logo chamei outra colega. O meu objetivo é adquirir esse conhecimento para poder ajudar mais pessoas”, contou Guilherme. 

O professor Carlos Felipe destacou a importância do curso: “estudo o assunto há 30 anos e quando comecei, não tinha material sobre o tema produzido no Brasil. Hoje, o cenário é outro. Entre 2005 e 2006, coordenei o grupo de trabalho que formulou a Estratégia Nacional de Prevenção do Suicídio e eu solicitei um levantamento de teses e foram localizadas entre 50 e 70. Hoje, esse número está em mais de 500. Avançamos bastante, superando os desafios”, lembrou o professor. Ele frisou ainda a importância de saber ouvir o outro: “nós que lidamos com o tema do suicídio precisamos escutar o que o outro está querendo”.

Dados do Boletim Instituto de Pesquisa, Prevenção e Estudos em Suicídio (IPPES) apontam que entre 2020 e 2024 foram notificadas 1.474 tentativas de suicídio por profissionais da segurança pública de todo o país. A capacitação responde a uma demanda crítica do setor e tem por finalidade capacitar profissionais de saúde da área da segurança para lidar com situações de estresse dos agentes e realizar intervenções diante do sofrimento psíquico das tropas. A primeira turma do curso contou com 80 alunos, entre profissionais de saúde que atuam nas forças de segurança (Polícia Civil, Polícia Militar, Secretaria de Estado de Polícia Penal – SEAP, Departamento Geral de Ações Socioeducativas – Degase, Corpo de Bombeiros e Guarda Municipal) e especialistas do HSF. Nesta segunda edição, foram abertas 60 vagas para os profissionais de saúde das forças de segurança e pessoas ligadas ao IPPES e à PUC-Rio, que apoia a iniciativa.

Os resultados da primeira turma da capacitação já começaram a aparecer. A psiquiatra Bárbara Estelita, coordenadora do serviço de saúde mental do HSF, explicou que o grupo de trabalho formado por profissionais do hospital desenvolveu, a partir do curso, um novo protocolo voltado aos fluxos de atendimento da linha de cuidados em saúde mental do hospital, que conta com ambulatório, internação, hospital-dia e um setor especializado no atendimento de pacientes com dependência química. “O suicídio é um fenômeno complexo e multifatorial. O curso nos instrumentalizou para executar um trabalho de acompanhamento mais técnico e ágil”, afirmou.

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HSF celebra cem anos do lançamento da pedra fundamental do prédio que deu início a um complexo hospitalar de mais de 45 mil m² na Tijuca

HSF celebra cem anos do lançamento da pedra fundamental do prédio que deu início a um complexo hospitalar de mais de 45 mil m² na Tijuca

Quem passa na Rua Conde de Bonfim, na Tijuca, vê o histórico prédio do Hospital São Francisco na Providência de Deus (HSF) e não imagina a importância do local para a cidade. Um dos maiores e mais antigos hospitais do Rio de Janeiro, fundado pela Venerável Ordem Terceira de São Francisco da Penitência, celebrou, com missa presidida pelo Padre Caio Dias, do Seminário Arquidiocesano São José, os 100 anos do lançamento da Pedra Fundamental do seu Pavilhão Cirúrgico.

Na comemoração do aniversário, Frei Carlos Burdini, o diretor geral do HSF propôs uma reflexão: “As pessoas que estavam presentes no lançamento da Pedra Fundamental talvez não imaginassem todo o ‘peso’ que ela seria capaz de suportar. Não estou falando apenas da parte física: infraestrutura, paredes, equipamentos. Falo em termos de vidas salvas. Neste prédio temos o Centro Médico com mais de 20 especialidades, 53 leitos de Terapia Intensiva. Hemodiálise, hemodinâmica, centro oftalmológico, psiquiatria, emergência 24 horas e um grandioso Centro Cirúrgico. Todos nós, colaboradores, médicos, equipe de apoio, religiosos, somos as ‘pedras vivas’ que continuam suportando esse hospital e permitindo que este projeto continue forte. Precisamos cada vez mais assumir a responsabilidade de fazer parte desta missão”, declarou.

Para representar as pessoas que a cada dia contribuem para a história do HSF, Frei Carlos convidou o chefe do serviço de Urologia do hospital, Paulo César Costa Leite, que atua na unidade há 57 anos; a Irmã Gilda da Silveira, que está há 40 anos na instituição e atualmente coordena o setor de Compras e um dos funcionários mais antigos da manutenção do hospital, Rosildo dos Santos, com 32 anos de casa.

Frei Carlos lembrou que ao longo de sua história, o HSF passou por ‘ventanias e tempestades’, mas não ruiu. “A sagrada escritura diz que a verdadeira rocha é Cristo e este hospital superou suas dificuldades porque está fundamentado em uma pedra que não é física, é espiritual”, destacou.

Onde tudo começou

A importância da obra de construção do Pavilhão Cirúrgico foi tamanha que o lançamento da pedra fundamental contou com a presença do então presidente do país, Arthur Bernardes. Sua estrutura era uma modernidade para a época. Para se ter ideia da grandiosidade, com o decorrer dos anos o Centro Cirúrgico foi chamado de ‘Maracanãzinho’, com 9 salas cirúrgicas e capacidade para 50 cirurgias/dia. Outros destaques foram a Unidade de Cobaltoterapia para tratamento de câncer, técnica importada do Canadá; e a Cardiologia, com equipamentos também vindos do exterior, assim como a estrutura para atendimento em Oftalmologia. Todas as especialidades oferecidas, entre elas Radiologia, Urologia, Otorrinolaringologia e Fisioterapia, contavam com as mais modernas infraestruturas da época.

Fundada em 1619, a Venerável Ordem Terceira de São Francisco da Penitência inicialmente estabeleceu suas obras religiosas e sociais no Largo da Carioca, no Centro, onde em 1763 inaugurou o seu hospital com duas enfermarias. Com a chegada da família Real, em 1808, o número de assistidos cresceu, tendo sido inclusive uma dessas enfermarias destinada exclusivamente para os criados e empregados do Império. Em 1905, o então prefeito Pereira Passos desapropriou o terreno do hospital para obras do plano de urbanização da cidade. Foi quando a Ordem adquiriu três chácaras na Tijuca e ali começaram a funcionar as enfermarias, ainda nos imóveis já existentes no local.

O hospital, aos poucos, se transformou em um complexo hospitalar com 10 prédios e 45.257m² de área construída. Após um tempo operando com apenas 10% de sua capacidade, o hospital passou a ser administrado pela Associação Lar São Francisco de Assis na Providência de Deus (ALSF), em 2011. Desde então, firmou diversos convênios com o SUS via Secretaria do Estado de Saúde do Rio de Janeiro (SES-RJ) e se tornou referência em diversos serviços. “Somos referência nacional em transplantes hepáticos e renais e mantemos serviços de cirurgia bariátrica e cardiologia, todos pelo SUS. Nossos números de atendimentos são significativos: cerca de 250 mil consultas ambulatoriais, 14 mil internações e mais de 7,5 mil cirurgias desde a celebração dos convênios com a SES-RJ/SUS”, salienta Frei Carlos. “Estamos cumprindo nosso dever como franciscanos, de acolher e cuidar das pessoas”, complementa Frei Francisco Belotti, fundador e presidente da ALSF. Ele adianta que a Associação já está conversando com a SES-RJ em vista de novos serviços de cirurgias de média e alta complexidades em Ortopedia e com o governo federal para a criação de um centro de tratamento em Oncologia.

Atualmente, o HSF oferece atendimento particular, via convênios de saúde e através do SUS, via Sistema Estadual de Regulação (SER).

A Associação

A ALSF administra mais de 80 serviços de saúde em 32 cidades brasileiras e está presente em 5 países, entre hospitais gerais e outros serviços de saúde como ambulatórios médicos e prontos-socorros.

 

Hospital São Francisco divulga editais de cotação prévia para obras de melhorias na estrutura hospitalar

Hospital São Francisco divulga editais de cotação prévia para obras de melhorias na estrutura hospitalar

O Hospital São Francisco na Providência de Deus, mantido pela Associação Lar São Francisco de Assis na Providência de Deus, disponibiliza para consulta pública os documentos referentes aos processos de Cotação Prévia de Preços – Divulgação Eletrônica via Transferegov/SICONV, destinados à execução de importantes obras de melhoria e adequação da estrutura hospitalar.

A iniciativa reforça o compromisso da instituição com a transparência, a responsabilidade na gestão dos recursos e a aplicação adequada dos investimentos destinados ao fortalecimento da assistência à saúde.

Entre os processos divulgados está a Reforma do Centro de Tratamento Intensivo (CTI), vinculada ao Contrato de Repasse nº 953554/2023, celebrado entre a Associação Lar São Francisco de Assis na Providência de Deus e o Ministério da Saúde. A obra tem como objetivo promover a reforma e adequação da unidade de atenção especializada em saúde, proporcionando melhores condições estruturais para o atendimento aos pacientes e para o trabalho das equipes assistenciais. O valor de referência da contratação é de R$ 429.994,00.

Também está disponível o processo referente à Reforma da Cozinha Hospitalar, por meio do Contrato de Repasse nº 929746/2022. A intervenção contempla a adequação da estrutura destinada ao preparo de alimentos, contribuindo para a melhoria dos serviços de apoio assistencial e para a qualidade e segurança dos processos internos do hospital. O valor de referência da contratação é de R$ 499.500,00.

Os editais estabelecem que as empresas interessadas poderão apresentar suas propostas no período de 15 a 30 de julho de 2026, conforme as condições e exigências previstas nos documentos oficiais de cada processo. A realização das cotações está prevista para o dia 12 de agosto de 2026, com divulgação dos resultados em 19 de agosto de 2026.

Os documentos completos, incluindo avisos e editais, estão disponíveis para consulta no site institucional, garantindo amplo acesso às informações e fortalecendo os princípios de publicidade e transparência que norteiam a atuação do Hospital São Francisco na Providência de Deus.

Acesse os documentos abaixo:
Aviso de Cotação Previa de Preços 01-2026 – 953554-2023
Edital 01-2026 – 953554-2023 – Reforma dos CTIs
Aviso de Cotação Previa de Preços 01-2026 – 929746-2022
Edital 01-2026 – 929746-2022 – Reforma da Cozinha

Jornada Multidisciplinar reúne especialistas para discutir os desafios da disfagia sarcopênica

Jornada Multidisciplinar reúne especialistas para discutir os desafios da disfagia sarcopênica

O Hospital São Francisco na Providência de Deus (HSF-RJ), na Tijuca, promove, no dia 22 de julho, a Jornada Multiprofissional sobre Disfagia Sarcopênica, voltada a fonoaudiólogos, nutricionistas, fisioterapeutas, enfermeiros, médicos, técnicos e estudantes das áreas da saúde. O objetivo é ampliar o conhecimento dos profissionais dessas áreas sobre a condição ainda pouco discutida, mas cada vez mais presente na prática clínica, caracterizada pela dificuldade de deglutição decorrente da perda de massa e força muscular. “Estudos recentes mostram que a perda de massa e força muscular pode comprometer diretamente a musculatura responsável pela deglutição, aumentando o risco de broncoaspiração, desnutrição, pneumonia aspirativa, prolongamento da internação e outros desfechos desfavoráveis”, destaca Andressa Silva, coordenadora de Nutrição e de Fonoaudiologia do hospital.

De acordo com ela, a realização deste evento científico fortalece a prática baseada em evidências, estimula a atualização dos profissionais e favorece a implementação de protocolos assistenciais mais eficazes. “A disfagia sarcopênica representa um desafio crescente para os serviços de saúde, exigindo reconhecimento precoce e atuação integrada de diferentes especialidades. O diagnóstico e a intervenção oportunos contribuem para a redução de complicações, melhoria da recuperação funcional, aumento da segurança do paciente e melhor qualidade de vida”, afirma.

A programação reunirá especialistas com ampla experiência clínica, acadêmica e científica nas áreas de disfagia, sarcopenia e reabilitação hospitalar. A fonoaudióloga Fátima Lago, que é membro da Comissão Permanente de Cuidados Paliativos da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia, irá abordar os aspectos referentes à avaliação e cuidados para a reabilitação fonoaudiológica. A mestre em nutrição clínica e membro do Comitê de Assistência Domiciliar da Sociedade Brasileira de Nutrição Parenteral e Enteral (SBNPE), Nara Lopes, vai falar sobre a importância da terapia nutricional. A fisioterapeuta Marjori Duarte irá apresentar a palestra sobre Função Muscular e Deglutição e a estomaterapeuta especialista em Terapia Nutricional pela SBNPE, Karla Gomes, vai abordar as Boas Práticas para Prevenção da Broncoaspiração. Ao final do ciclo de palestras, será realizada uma mesa redonda com as especialistas.

Mais do que promover atualização técnico-científica, a atividade pretende estimular a educação permanente e fortalecer o trabalho em equipe, com foco na segurança dos pacientes, como ressalta o diretor geral do HSF, Frei Carlos Burdini. “A Jornada Multidisciplinar é uma oportunidade para troca de experiências e fortalecimento de uma assistência cada vez mais qualificada e centrada no paciente”, salienta.
O evento é uma realização do Hospital São Francisco na Providência de Deus, uma das unidades da Associação e Fraternidade São Francisco de Assis na Providência de Deus, e conta com o patrocínio de Nutritiva Produtos Nutricionais e Fresenius Medical Care. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas pelo link: https://encurtador.com.br/BboJ. O HSF fica na Rua Conde de Bonfim, 1.033, na Tijuca.

Programação Jornada Multidisciplinar Disfagia Sarcopênica

Dia 22 de julho

14h10 às 14h40
Painel 1 – “Da Sarcopenia à Disfagia: Avaliação, Cuidados e Reabilitação Fonoaudiológica”, com Fátima Lago, Pós-graduada em Cuidados Paliativos e em Gestão em Gerontologia. Membro da Comissão Permanente de Cuidados Paliativos da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG). Membro da Sociedade Brasileira de Nutrição Enteral e Parenteral (SBNPE).

14h40 às 15h10
Painel 2 – “Cuidado da Terapia Nutricional na Disfagia Sarcopênica”, com Nara Lopes, Mestre em Nutrição Clínica pela UFRJ e especialista em Terapia Nutricional Parenteral e Enteral pela pela SBNPE. Membro do Comitê de Assistência Domiciliar da SBNPE.

15h10 às 15h40
Painel 3 – “Função Muscular e Deglutição: A Contribuição da Fisioterapia na Recuperação do Paciente”, com Marjori Duarte, Fisioterapeuta Especialista em Fisioterapia Intensiva. Pós-graduada em Fisioterapia cervicocraniomandibular.

15h40 às 16h10
Painel 4 – “Boas Práticas para Prevenção da Broncoaspiração”, com Karla Gomes, Estomaterapeuta Especialista em Terapia Nutricional pela SBNPE. Membro do Comitê Educacional da SBNPE.

16h10 às 17h
Mesa Redonda com todas as palestrantes.

 

Missa e homenagens marcam os 15 anos da gestão franciscana no Hospital São Francisco na Providência de Deus

Missa e homenagens marcam os 15 anos da gestão franciscana no Hospital São Francisco na Providência de Deus

Médicos, colaboradores, pacientes e religiosos se reuniram, no último sábado de março no Hospital São Francisco na Providência de Deus (HSF-RJ), para celebrar os 15 anos de sua nova gestão e da parceria com o Sistema Único de Saúde (SUS), que hoje é responsável por mais de 60% dos atendimentos na unidade de saúde. O ponto alto foi a missa em Ação de Graças, presidida pelo Cardeal Arcebispo da Cidade do Rio de Janeiro, Dom Orani João Tempesta, que relembrou o início da gestão da Associação Lar São Francisco de Assis na Providência de Deus (ALSF) à frente do antigo Hospital da Venerável Ordem Terceira de São Francisco da Penitência (VOT), por indicação dele. ”E hoje celebramos 15 anos do dia em que Frei Francisco Belotti e a Fraternidade entraram aqui para servir à comunidade carioca neste hospital. Vejo reunidos médicos, enfermeiros, funcionários, amigos, aqui nesta praça que recebeu o Papa Francisco, por ocasião da Jornada Mundial da Juventude”, relembrou o Cardeal. O religioso também apontou que foi em sua visita ao hospital que o Papa Francisco pediu que a missão dos franciscanos chegasse à Amazônia: “E aí começou todo o trabalho com os barcos-hospitais, que hoje são três, e as ‘ambulanchas’ que atendem as populações ribeirinhas nos estados do Amazonas e Pará”. 

O diretor geral do HSF, Frei Carlos Burdini, destacou que a história do Hospital remonta a mais de 400 anos. “Aqui na Tijuca o hospital foi oficialmente inaugurado em 1933. Mas ele começou bem antes, no coração da Ordem Franciscana Secular em 1619, quando chegaram os dois primeiros leigos franciscanos ao Rio de Janeiro. Próximo ao Convento de Santo Antônio, se inicia a história concreta do Hospital da Venerável Ordem Terceira. Por cerca de 150 anos, o hospital permaneceu atendendo as pessoas naquele endereço, mas, por conta da reorganização do Centro da cidade do Rio, o hospital mudou para a Tijuca. E em 2011 começou a nossa trajetória quando Dom Orani convidou o Frei Francisco a aceitar esse desafio, ressaltando que os franciscanos já cuidavam de hospitais em outros lugares. E hoje estamos festejando 15 anos da nossa gestão neste incrível hospital, uma referência na história de assistência à saúde no Rio de Janeiro”. 

Alguns números expressam a grandiosidade do trabalho neste período: mais de 50 mil atendimentos em saúde mental no Polo de Atenção Integral à Saúde Mental, serviço inaugurado pelo Papa Francisco em 2013, cerca de 2 mil cirurgias bariátricas, mais de 14 mil procedimentos cardíacos e mais de 3.600 transplantes renais e hepáticos, marca alcançada em 13 anos da criação do serviço e que levou o HSF a se tornar referência em transplantes no Estado do Rio de Janeiro e no Brasil. 

A paciente Taciane Ferreira, que passou por um transplante renal há um ano e 4 meses, compartilhou sua experiência: “Tive diversos problemas de saúde e cheguei à nefrologia em 2015, com apenas 15% de função renal. Em 2019 eu descobri um tumor no pâncreas, em 2022 ele recidivou. Fiz uma grande cirurgia: não tenho vesícula, nem duodeno e tirei metade do pâncreas. Saí, depois de 123 dias internada, tendo passado por duas intubações, direto para a hemodiálise que me sustentou por 2 anos e 8 meses, até que eu entrei na lista de transplante. Depois de seis meses eu recebi a graça de uma doação. A família do meu doador me devolveu a vida. Eu nunca deixei de fazer as minhas coisas e trabalhar, mas desde que eu recebi o meu ‘rimzão’, como eu o chamo, posso dizer que eu tenho saúde. Sigo todas as orientações da equipe de nefrologia. E, para mim, a Dra. Deise (de Boni, coordenadora do serviço de transplantes renais) é a personificação do lema do HSF: ‘Ser humano é a nossa missão’. Eu agradeço, em nome de todos os pacientes, a todas as pessoas que fazem parte do dia a dia do hospital, vocês são uma graça na vida de cada paciente”.

Cuidados há gerações 

O HSF guarda histórias de família e reúne gerações diferentes tanto entre pacientes como no corpo clínico. Um dos exemplos está no serviço de Urologia, chefiado pelo médico Paulo Costa Leite, que tem em sua equipe de especialistas o seu filho, André Costa Leite. O pai está no HSF há 57 anos e é o médico mais antigo do hospital. “O espírito franciscano que encontramos aqui é muito importante para a gente. Eu tive aqui a minha formação médica e a formação como ser humano. E isso rendeu frutos. Meu filho, André, já está aqui há mais de 20 anos. Ao longo dos 15 anos dessa gestão, houve uma transformação muito grande da filosofia do hospital. Os atendimentos pelo SUS ganharam muita força e são serviços espetaculares”. Para André, seguir os passos do pai é fonte de alegria e gratidão. “Eu venho aqui desde que eu era pequeno, acompanhando o meu pai quando ele vinha passar visita e jogava bola na pracinha. Esse hospital é a minha segunda casa e eu espero poder ficar aqui por 57 anos ou mais, como o meu pai. Fico feliz de trabalhar com ele todo dia”.

Parcerias

Representando a equipe do RJ Transplantes, Marcello Rodrigues Freitas, assessor da coordenação, destacou a longa parceria entre a Secretaria de Estado de Saúde (SES-RJ): “o Hospital São Francisco é um dos grandes parceiros que temos, tem números que o colocam entre os maiores transplantadores do país. É uma parceria muito importante, pela qual temos grande carinho. Não só pelo histórico, mas também pelo que virá nos próximos 15 anos”, adiantou.

Uma das parcerias mais recentes e extremamente importante do HSF nessa trajetória é com a Pontifícia Universidade Católica (PUC-Rio), que acaba de conquistar habilitação oficial do Governo Federal para a criação de seu curso de graduação em Medicina, viabilizado pela existência de parcerias com hospitais, entre eles o convênio firmado com o HSF. O professor e decano da PUC-Rio, Hilton Koch, que foi diretor da Escola Médica de Pós-Graduação da Universidade entre 2000 e 2004, lembrou que a colaboração entre as instituições começou há tempos, em especialidades como Geriatria e transplantes de órgãos. “Mas para termos uma graduação em Medicina, precisávamos de um hospital de referência, que passou a ser exatamente esse. Dom Orani foi o intermediário entre os jesuítas e os franciscanos. Eu, particularmente, que estou na PUC há 50 anos, sou muito grato ao HSF pelo acolhimento”.

Simpósio de Fonoaudiologia do Hospital São Francisco na Providência de Deus destaca a relevante atuação multidisciplinar no restabelecimento integral do paciente

Simpósio de Fonoaudiologia do Hospital São Francisco na Providência de Deus destaca a relevante atuação multidisciplinar no restabelecimento integral do paciente

O I Simpósio de Fonoaudiologia realizado pelo Hospital São Francisco na Providência de Deus (HSF-RJ) no dia 3 de dezembro foi um marco para a área responsável pela comunicação humana (fala, voz, audição, linguagem e deglutição) ao destacar a importância da atuação multidisciplinar profissional para o restabelecimento da saúde do paciente. Além da programação científica, composta por renomados fonoaudiólogos com especialização e vasta experiência, a iniciativa promoveu o diálogo e o networking entre fonoaudiólogos, médicos, enfermeiros, nutricionistas, fisioterapeutas, psicólogos e estudantes de Fonoaudiologia. A programação do evento despertou o interesse dos profissionais e estudantes, gerando mais de 160 inscrições.

Para a coordenadora de Nutrição e de Fonoaudiologia do HSF, Andressa Silva, o trabalho dedicado da comissão organizadora foi fundamental para superar o desafio de  realizar a primeira edição do evento. Ela destaca que a iniciativa atendeu as expectativas ao buscar fortalecer o trabalho multidisciplinar do fonoaudiólogo em várias fases da vida do paciente – neonatal, vida adulta e terceira idade –, com destaque para a abordagem científica, a humanização e segurança do paciente. 

A fonoaudióloga Taiana Menezes, integrante da equipe responsável pelo evento, ressalta que o encontro atingiu o objetivo de promover o diálogo sobre a importância da Fonoaudiologia Hospitalar.  “O dia do fonoaudiólogo, celebrado 9 de dezembro, não poderia ser melhor festejado, pois o evento, além de promover a atualização científica com apresentação de casos clínicos, diagnósticos de tecnologia de ponta e tratamentos individualizados,  é uma iniciativa que corrobora para a valorização e união da categoria. Afinal, atuamos desde o primeiro choro de um bebê no neonatal, bem como na reabilitação oral e deglutição do paciente em diversas patologias ”, ressalta. 

Dando início a programação do evento, a pesquisadora em Saúde Pública da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Adriana Rocha, apresentou a palestra ‘Intervenções fonoaudiológicas no neonato crítico’, salientando a importância da abordagem do profissional na avaliação neonatal do bebê, que deve ser ampliada, ou seja, além da análise clínica da boca ou língua, mas de forma completa e individualizada. Com pós-doutorado em Saúde da Criança pela Fiocruz, a especialista ressaltou ainda a necessidade de o profissional utilizar evidências científicas como instrumento para atingir reconhecimento cada vez mais sólido dentro de uma equipe multidisciplinar, no âmbito clínico hospitalar. “As técnicas são muito relevantes, porém é determinante verificar se a técnica ou protocolo é ideal para cada bebê. Nessa abordagem, o melhor atendimento preconiza oferecer ao paciente o tratamento individualizado. Para tanto, o profissional precisa estar atualizado para aplicar as técnicas mais adequadas ao quadro clínico de cada bebê. Uma avaliação mal feita pode colocar em risco a vida do paciente. O trabalho terapêutico inadequado de um fonoaudiólogo pode levar o bebê a óbito”, ressalta a pesquisadora.

Já a mestre em Saúde Perinatal pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Débora Montalvão, focou na importância do diagnóstico precoce e manejo da anquiloglossia (língua presa), alteração estrutural que pode trazer impactos funcionais como desmame precoce, alterações na respiração, mastigação e fala e qualidade de vida.  Durante a sua explanação, ela fez um alerta: “o teste da língua é lei, ou seja, um direito de todo cidadão em busca do diagnóstico precoce.  As famílias devem ter acesso ao teste e na avaliação multidisciplinar é imprescindível a participação do fonoaudiólogo na equipe para o diagnóstico.”  A palestrante discorreu ainda sobre as principais intervenções fonoaudiológicas, antes e após a frenectomia, procedimento cirúrgico para correção da língua presa. “Antes da cirurgia é fundamental a escuta qualificada, o acolhimento, a avaliação anatomofuncional e a avaliação das funções orais. Após o procedimento cirúrgico, deve ser adotado o planejamento terapêutico individualizado como objetivo de reabilitar as funções orais”, complementa.

Karine Meirelles, especialista em Fonoaudiologia Hospitalar e Disfagia, falou sobre adaptações de dieta na disfagia no paciente em cuidados paliativos. Com pós-graduação em Neurociências e Comportamento Humano, ela fez uma reflexão sobre a dieta do paciente nessa condição. “O paciente ainda pode viver através da alimentação modulada dia após dia, englobando ajuste de textura, viscosidade ou na forma de oferta alimentar, para evitar desconfortos e eventos respiratórios e mantê-lo confortável para engolir e comer sem sofrimento, mas também permitir que ele tenha escolha alimentar, pois as condições de conforto, dignidade e autonomia resgatam a memória afetiva com o alimento. O papel do fonoaudiólogo é garantir que os riscos sejam identificados e manejados, permitindo ao paciente o engolir de maneira correta, mas com prazer e segurança. A alimentação não é apenas um procedimento técnico, mas parte integrante da biografia do paciente”, assegura.

A programação científica do evento contou ainda com a palestra sobre aplicação de neuromodulação como fator coadjuvante na reabilitação dos distúrbios linguístico-cognitivos, ministrada pela fonoaudióloga Débora Salles, que acumula sólida formação em neurociências e neuromodulação, além de ser pesquisadora do Hospital Universitário Gaffrée e Guinle. Já o professor universitário do curso de graduação em Fonoaudiologia da UFRJ, Charles Marques foi o responsável pela explanação que trouxe a tona o conceito inovador do exame de imagem videofluoroscopia, no qual é permitido criar um vídeo em tempo real da deglutição, garantindo um diagnóstico mais preciso e completo no tratamento da disfagia, que está relacionada a condições de fundo neurológico, mecânico, inflamatório ou psicológico. A finalização do evento foi concluída com a participação efetiva da fonoaudióloga do Instituto Nacional de Câncer (INCA), Christiane Gouvêa, que abordou em sua palestra uma visão prática e objetiva do trabalho terapêutico do profissional de fonoaudiologia, na avaliação, prevenção e reabilitação da oratória, deglutição e mastigação no tratamento do paciente oncológico.

Para o diretor geral do HSF, Frei Nicolau Castro, a realização desse primeiro simpósio mostra o quanto a instituição está comprometida em oferecer o melhor tratamento ao paciente. “Essa troca de experiências e vivências é fundamental para que os profissionais envolvidos se sintam impelidos a oferecer um cuidado cada vez mais humano e sensível”, conclui.