por Mestre | 15 \15\America/Sao_Paulo dezembro \15\America/Sao_Paulo 2025 | Notícias
O I Simpósio de Fonoaudiologia realizado pelo Hospital São Francisco na Providência de Deus (HSF-RJ) no dia 3 de dezembro foi um marco para a área responsável pela comunicação humana (fala, voz, audição, linguagem e deglutição) ao destacar a importância da atuação multidisciplinar profissional para o restabelecimento da saúde do paciente. Além da programação científica, composta por renomados fonoaudiólogos com especialização e vasta experiência, a iniciativa promoveu o diálogo e o networking entre fonoaudiólogos, médicos, enfermeiros, nutricionistas, fisioterapeutas, psicólogos e estudantes de Fonoaudiologia. A programação do evento despertou o interesse dos profissionais e estudantes, gerando mais de 160 inscrições.
Para a coordenadora de Nutrição e de Fonoaudiologia do HSF, Andressa Silva, o trabalho dedicado da comissão organizadora foi fundamental para superar o desafio de realizar a primeira edição do evento. Ela destaca que a iniciativa atendeu as expectativas ao buscar fortalecer o trabalho multidisciplinar do fonoaudiólogo em várias fases da vida do paciente – neonatal, vida adulta e terceira idade –, com destaque para a abordagem científica, a humanização e segurança do paciente.
A fonoaudióloga Taiana Menezes, integrante da equipe responsável pelo evento, ressalta que o encontro atingiu o objetivo de promover o diálogo sobre a importância da Fonoaudiologia Hospitalar. “O dia do fonoaudiólogo, celebrado 9 de dezembro, não poderia ser melhor festejado, pois o evento, além de promover a atualização científica com apresentação de casos clínicos, diagnósticos de tecnologia de ponta e tratamentos individualizados, é uma iniciativa que corrobora para a valorização e união da categoria. Afinal, atuamos desde o primeiro choro de um bebê no neonatal, bem como na reabilitação oral e deglutição do paciente em diversas patologias ”, ressalta.
Dando início a programação do evento, a pesquisadora em Saúde Pública da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Adriana Rocha, apresentou a palestra ‘Intervenções fonoaudiológicas no neonato crítico’, salientando a importância da abordagem do profissional na avaliação neonatal do bebê, que deve ser ampliada, ou seja, além da análise clínica da boca ou língua, mas de forma completa e individualizada. Com pós-doutorado em Saúde da Criança pela Fiocruz, a especialista ressaltou ainda a necessidade de o profissional utilizar evidências científicas como instrumento para atingir reconhecimento cada vez mais sólido dentro de uma equipe multidisciplinar, no âmbito clínico hospitalar. “As técnicas são muito relevantes, porém é determinante verificar se a técnica ou protocolo é ideal para cada bebê. Nessa abordagem, o melhor atendimento preconiza oferecer ao paciente o tratamento individualizado. Para tanto, o profissional precisa estar atualizado para aplicar as técnicas mais adequadas ao quadro clínico de cada bebê. Uma avaliação mal feita pode colocar em risco a vida do paciente. O trabalho terapêutico inadequado de um fonoaudiólogo pode levar o bebê a óbito”, ressalta a pesquisadora.
Já a mestre em Saúde Perinatal pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Débora Montalvão, focou na importância do diagnóstico precoce e manejo da anquiloglossia (língua presa), alteração estrutural que pode trazer impactos funcionais como desmame precoce, alterações na respiração, mastigação e fala e qualidade de vida. Durante a sua explanação, ela fez um alerta: “o teste da língua é lei, ou seja, um direito de todo cidadão em busca do diagnóstico precoce. As famílias devem ter acesso ao teste e na avaliação multidisciplinar é imprescindível a participação do fonoaudiólogo na equipe para o diagnóstico.” A palestrante discorreu ainda sobre as principais intervenções fonoaudiológicas, antes e após a frenectomia, procedimento cirúrgico para correção da língua presa. “Antes da cirurgia é fundamental a escuta qualificada, o acolhimento, a avaliação anatomofuncional e a avaliação das funções orais. Após o procedimento cirúrgico, deve ser adotado o planejamento terapêutico individualizado como objetivo de reabilitar as funções orais”, complementa.
Karine Meirelles, especialista em Fonoaudiologia Hospitalar e Disfagia, falou sobre adaptações de dieta na disfagia no paciente em cuidados paliativos. Com pós-graduação em Neurociências e Comportamento Humano, ela fez uma reflexão sobre a dieta do paciente nessa condição. “O paciente ainda pode viver através da alimentação modulada dia após dia, englobando ajuste de textura, viscosidade ou na forma de oferta alimentar, para evitar desconfortos e eventos respiratórios e mantê-lo confortável para engolir e comer sem sofrimento, mas também permitir que ele tenha escolha alimentar, pois as condições de conforto, dignidade e autonomia resgatam a memória afetiva com o alimento. O papel do fonoaudiólogo é garantir que os riscos sejam identificados e manejados, permitindo ao paciente o engolir de maneira correta, mas com prazer e segurança. A alimentação não é apenas um procedimento técnico, mas parte integrante da biografia do paciente”, assegura.
A programação científica do evento contou ainda com a palestra sobre aplicação de neuromodulação como fator coadjuvante na reabilitação dos distúrbios linguístico-cognitivos, ministrada pela fonoaudióloga Débora Salles, que acumula sólida formação em neurociências e neuromodulação, além de ser pesquisadora do Hospital Universitário Gaffrée e Guinle. Já o professor universitário do curso de graduação em Fonoaudiologia da UFRJ, Charles Marques foi o responsável pela explanação que trouxe a tona o conceito inovador do exame de imagem videofluoroscopia, no qual é permitido criar um vídeo em tempo real da deglutição, garantindo um diagnóstico mais preciso e completo no tratamento da disfagia, que está relacionada a condições de fundo neurológico, mecânico, inflamatório ou psicológico. A finalização do evento foi concluída com a participação efetiva da fonoaudióloga do Instituto Nacional de Câncer (INCA), Christiane Gouvêa, que abordou em sua palestra uma visão prática e objetiva do trabalho terapêutico do profissional de fonoaudiologia, na avaliação, prevenção e reabilitação da oratória, deglutição e mastigação no tratamento do paciente oncológico.
Para o diretor geral do HSF, Frei Nicolau Castro, a realização desse primeiro simpósio mostra o quanto a instituição está comprometida em oferecer o melhor tratamento ao paciente. “Essa troca de experiências e vivências é fundamental para que os profissionais envolvidos se sintam impelidos a oferecer um cuidado cada vez mais humano e sensível”, conclui.
por Mestre | 1 \01\America/Sao_Paulo dezembro \01\America/Sao_Paulo 2025 | Notícias
O Hospital São Francisco na Providência de Deus (HSF-RJ) realiza no próximo dia 3, quarta-feira, o I Simpósio de Fonoaudiologia, com palestras de especialistas convidados. A programação é gratuita e voltada a estudantes de Fonoaudiologia, fonoaudiólogos, médicos, enfermeiros, nutricionistas, terapeutas ocupacionais, fisioterapeutas, psicólogos e demais profissionais da área da saúde e foi criada para celebrar o dia do fonoaudiólogo, comemorado em 9 de dezembro. “Este é um evento que vai além da atualização científica. Queremos criar um espaço de escuta, de reflexão e de troca entre profissionais dedicados a cuidar de pessoas ao longo de toda a vida. Nossa proposta é destacar o papel essencial da fonoaudiologia em momentos sensíveis da existência humana, do primeiro choro de um bebê até a reabilitação de alguém que perdeu a voz e a recuperação da deglutição de um paciente fragilizado”, adianta Andressa Silva, coordenadora de Nutrição e de Fonoaudiologia do HSF.
A fonoaudióloga Taiana Menezes, uma das organizadoras do simpósio, explica que a programação foi construída a partir da escuta atenta das necessidades reais dos pacientes, do dia a dia da equipe e das questões que a prática clínica apresenta. “Os temas abordam desde avaliações complexas e desafios do ambiente assistencial até métodos diagnósticos modernos, sempre com foco em segurança, Ciência e humanização do cuidado. A escolha dos conteúdos também reflete o compromisso de valorizar a atuação dos fonoaudiólogos, profissionais que acompanham histórias e trajetórias, e não apenas sintomas”, destaca.
A programação científica começa às 9h, com o painel ‘Intervenções fonoaudiológicas no neonato crítico’, que será apresentado pela pesquisadora em Saúde Pública da Fundação Oswaldo Cruz, Adriana Rocha, que possui pós-doutorado em Saúde da Criança pela Fundação Oswaldo Cruz. Às 10h, a mestre em Saúde Perinatal pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Débora Montalvão, que atua como fonoaudióloga do Hospital Infantil Ismelia da Silveira, vai abordar ‘Diagnóstico e manejo da anquiloglossia: intervenções fonoaudiológicas antes e após frenectomia’.
A fonoaudióloga e paliativista Fátima Lago, que é membro da Comissão Técnica de Cuidados Paliativos da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG), irá falar sobre as adaptações de dieta na disfagia no paciente em cuidados paliativos. A aplicação de neuromodulação como coadjuvante na reabilitação dos distúrbios linguístico-cognitivos é o tema da fonoaudióloga Débora Salles, que tem formação em neurociências e neuromodulação e é pesquisadora do Hospital Universitário Gaffrée e Guinle. O professor do curso de graduação em Fonoaudiologia, Charles Marques, irá apresentar o painel sobre videofluoroscopia. Encerrando a programação, Christiane Gouvêa, que é fonoaudióloga do Instituto Nacional de Câncer (INCA), irá apresentar uma visão prática da abordagem do profissional de fonoaudiologia ao paciente oncológico.
Para o diretor geral do HSF, Frei Nicolau Castro, a realização do simpósio fortalece o olhar interdisciplinar. “Essa troca de experiências e vivências é fundamental para que os profissionais envolvidos se sintam impelidos a oferecer um cuidado cada vez mais humano e sensível. Quando falamos de fonoaudiologia, estamos tratando não apenas da comunicação, que é a primeira referência que vem à cabeça, mas também sobre alimentação e bem-estar, ou seja, da própria dignidade dos pacientes”, conclui.
O Hospital São Francisco na Providência de Deus fica na Rua Conde de Bonfim, 1033, na Tijuca. As inscrições para o evento são gratuitas e podem ser feitas pelo link: https://www.sympla.com.br/evento/i-simposio-de-fonoaudiologia-do-hospital-sao-francisco-na-providencia-de-deus/3215448.
Serviço:
I SIMPÓSIO DE FONOAUDIOLOGIA DO HSF
Dia 03/12/2025
Programação:
8h às 8h30 – Credenciamento
8h30 às 9h – Abertura
9h às 10h | PAINEL 1 – Intervenções fonoaudiológicas no neonato crítico, com Adriana Rocha (Pesquisadora em Saúde Pública da Fundação Oswaldo Cruz na área de Fonoaudiologia Neonatal. Possui pós-doutorado em Saúde da Criança pela Fundação Oswaldo Cruz. Mestre e Doutora em Ciências pela Fundação Oswaldo Cruz. Especialista em Pesquisa Clínica. Coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Pesquisa Aplicada à Saúde da Criança e da Mulher e atua nas linhas de pesquisa da área de Saúde Perinatal e da área da Saúde de Mulher)
10h às 10h45 | PAINEL 2 – Diagnóstico e Manejo da anquiloglossia: Intervenções fonoaudiológicas antes e após frenectomia, com Débora Montalvão (Mestre em Saúde Perinatal – ME/UFRJ. Especialista em Disfagia e Fonoaudiologia Hospitalar – CFF. Especialista em Atenção Integral à Saúde Materno-Infantil – ME/UFRJ. Fonoaudióloga do Hospital Infantil Ismélia da Silveira)
10h45 às 11h15 – Coffee-break
11h15 às 12h | PAINEL 3 – Adaptações de dieta na disfagia no paciente em cuidados paliativos: Entre segurança e prazer alimentar, com Fátima Lago (Fonoaudióloga – Coordenadora de reabilitação do Hospital Placi – Botafogo. Paliativista. Membro da Comissão Técnica de Cuidados Paliativos da SBGG)
12h às 13h30 – Intervalo para almoço
13h30 às 14h30 | PAINEL 4 – Neuromodulação como estratégia coadjuvante na reabilitação dos distúrbios linguístico-cognitivos, com Débora Salles (Fonoaudióloga com formação em neurociências e neuromodulação. Pós-Doutorado, Doutorado e Mestrado em Neurologia pela UNIRIO. Pesquisadora do Hospital Universitário Gaffrée e Guinle – UNIRIO.)
14h30 às 15h30 | PAINEL 5 – Videofluoroscopia: o Método além da deglutição, com Charles Marques (Fonoaudiólogo da SMS-RJ, professor do curso de graduação em fonoaudiologia – UFRJ. Mestre e Doutor em Ciências [concentração neurologia e gastroenterologia)
15h30 às 16h30 | PAINEL 6 – Abordagem do fonoaudiólogo no paciente oncológico: uma visão prática do especialista, com Christiane Gouvêa (Fonoaudióloga do INCA. Doutora em bioética, ética aplicada e saúde coletiva pela ENSP/FIOCRUZ)
por Mestre | 15 \15\America/Sao_Paulo outubro \15\America/Sao_Paulo 2025 | Notícias
Os desafios da alta hospitalar segura, a transição do cuidado e o uso de novas tecnologias para o telemonitoramento e acompanhamento domiciliar à distância foram alguns dos temas abordados no III Simpósio de Desospitalização – do hospital ao lar, estratégias para uma transição segura e humanizada, promovido este mês no Hospital São Francisco na Providência de Deus (HSF-RJ). Voltado a profissionais da área da saúde, o evento reuniu médicos, auditores médicos, profissionais de Enfermagem, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, nutricionistas, psicólogos, terapeutas ocupacionais, farmacêuticos clínicos, pesquisadores da área da saúde, gestores e coordenadores hospitalares e equipes de programas de unidades de transição de cuidados e de atenção domiciliar. “Elaboramos uma programação que englobou aspectos técnicos, humanos, operacionais e tecnológicos envolvidos no processo da alta segura, de forma a garantir uma visão abrangente e realista dos desafios e soluções possíveis para esta questão. Acreditamos que a troca de experiências e de conhecimentos têm extrema importância não somente para nossos colaboradores, mas para todos os profissionais que acompanharam a programação”, salienta Márcio Nunes, diretor executivo do HSF.
O pesquisador do Laboratório de Engenharia de Software Aplicada em Saúde da PUC-Rio, Antônio Benchimol, destacou os benefícios do uso da tecnologia a serviço do cuidado. “Contrariando a ideia de que a tecnologia afasta, o telemonitoramento, quando bem implementado, tem o poder de aproximar. Ele cria uma ponte contínua entre o paciente e a equipe de saúde, ampliando a presença do cuidado mesmo à distância”, afirmou. Ele apresentou o telemonitoramento como ferramenta estratégica para ampliar o alcance da assistência médica e garantir um cuidado mais contínuo e humanizado, especialmente para pacientes com doenças crônicas. Ao permitir o acompanhamento remoto por meio de dispositivos conectados, a prática reduz reinternações, melhora a adesão ao tratamento e oferece mais conforto e segurança. Segundo ele, “ética e tecnologia precisam caminhar juntas. A digitalização do cuidado não pode reduzir o humano a um dado — o dado é apenas um meio. A finalidade continua sendo o bem-estar do paciente”.
A mesa redonda ‘Os desafios de uma desospitalização segura nos diferentes pontos de vista – Operadoras de Saúde e Rede Hospitalar Credenciada’ reuniu representantes de operadoras de saúde e de serviços médicos. O painel destacou a tendência mundial de ampliar o cuidado para além do ambiente hospitalar, tornando-o mais eficiente, seguro e centrado no paciente. Modelos como o hospital em casa, terapias domiciliares supervisionadas e o telemonitoramento foram apontados como alternativas que reduzem custos, liberam leitos e melhoram a qualidade de vida. Os palestrantes também ressaltaram o papel da tecnologia na consolidação da desospitalização, com inovações em medicamentos e suporte ao paciente, além do monitoramento em tempo real.
O diretor técnico da FioSaúde, Arthur Monteiro Bastos, falou sobre a importância de ampliar o cuidado para além do ambiente hospitalar. Ele explicou que a desospitalização consiste em transferir, de forma segura e planejada, os cuidados de saúde para o domicílio, ambulatório ou comunidade, garantindo continuidade assistencial e evitando internações desnecessárias. Entre os principais desafios para a implementação, destacou a necessidade de melhorar a infraestrutura, vencer a resistência cultural, integrar melhor os serviços e adequar a legislação e cobertura dos planos. “Ainda existe uma cultura hospitalocêntrica. Precisamos entender que o cuidado pode e deve acontecer também fora do hospital, com segurança e qualidade”, declarou.
Rodrigo Teixeira, gerente regional da MedSênior no Rio de Janeiro, abordou o tema ‘Mundo real: dificuldade na desospitalização’. Ele ressaltou a resistência de familiares em levar o paciente para casa, a necessidade de profissionais capacitados para o atendimento domiciliar e a disponibilidade de equipamentos e medicamentos adequados. Segundo o especialista, definir o tempo ideal de permanência no hospital e promover o trabalho conjunto entre equipes são fatores essenciais para garantir uma desospitalização segura e eficaz.
Para a gerente de Enfermagem do HSF, Michelle Estefânio, o sucesso desse processo depende do tempo e da integração entre as equipes. “A desospitalização precisa acontecer no momento certo — nem antes, nem depois. Mas isso só é possível com o envolvimento de uma equipe multidisciplinar, em que cada profissional contribui com seu olhar técnico e humano. Essa integração é o que garante que o cuidado continue com qualidade, mesmo fora do hospital”.
A discussão sobre o que acontece após a alta hospitalar foi conduzida pela equipe multidisciplinar da Solar Cuidados e Serviços em Saúde. A psicóloga e gerente da Qualidade da empresa, Katya Almeida, reforçou a necessidade de enxergar a alta hospitalar como o início de uma nova fase do cuidado. Segundo ela, o termo ‘desospitalização’ surgiu como resposta à necessidade de humanizar a atenção em saúde e integrar os diferentes níveis de cuidado, garantindo a continuidade da assistência fora do ambiente hospitalar. Ela explicou que a desospitalização segura é um processo planejado e executado de forma multidisciplinar, que requer avaliação criteriosa das condições clínicas do paciente, disponibilidade de recursos familiares e comunitários e uma rede de apoio bem estruturada. “A alta não é o fim do tratamento. É uma transição que precisa ser acompanhada de forma responsável para evitar riscos, complicações e readmissões”, destacou.
Katya apontou os principais fatores de sucesso para a desospitalização segura, como a adequação da solicitação médica, a avaliação qualificada do paciente, a comunicação clara entre equipe e família e o apoio psicossocial. “Cuidar do paciente é também cuidar de quem cuida dele. A desospitalização é um compromisso coletivo com a segurança e o bem-estar”, concluiu.
A assistente social Marcella Costa trouxe uma visão prática e sensível sobre o papel do Serviço Social na atenção domiciliar e na transição do paciente do hospital para casa. Para ela, a atenção domiciliar é o início de uma nova etapa, onde a casa se transforma em um espaço de tratamento, acolhimento e dignidade. “Nosso papel é garantir que essa transição seja segura, humanizada e centrada nas reais necessidades do paciente e da família”.

por Mestre | 10 \10\America/Sao_Paulo outubro \10\America/Sao_Paulo 2025 | Notícias
O Hospital São Francisco na Providência de Deus (HSF-RJ) realizou, entre os dias 30 de setembro e 2 de outubro, a 5ª edição de um evento que propõe uma celebração à vida e à saúde: a Semana de Conscientização à Vida. A programação de palestras com especialistas que atuam no hospital e convidados externos foi dividida em três temáticas: a Trilha Verde, voltada para a doação de órgãos; a Trilha Laranja, com temas relacionados à segurança do paciente e a Trilha Amarela, um alerta para os cuidados com a saúde mental. “A Semana de Conscientização à Vida foi criada há 5 anos, com o intuito de apresentar assuntos vitais e estratégicos na área da saúde em geral e de uma forma muito particular para nós aqui no HSF. Nosso hospital é referência em transplantes de órgãos no estado do Rio de Janeiro e sedia a Organização de Procura de Órgãos (OPO-Norte) braço da Rio Transplantes, responsável pela captação de órgãos”, lembra Márcio Nunes, diretor executivo do hospital. “A temática segurança do paciente, que deve ser central em qualquer instituição de saúde ganhou um destaque especial para nós, que acabamos de conquistar o selo de acreditação hospitalar da Organização Nacional de Acreditação (ONA), o que significa que seguimos rigorosos padrões de qualidade e segurança”, complementa. O diretor também ressalta a estrutura única do HSF na área da saúde mental: “oferecemos emergência psiquiátrica, internação para adultos e jovens a partir dos 12 anos, atendimento ambulatorial e o recém-inaugurado hospital-dia psiquiátrico, para quem precisa de um suporte e não tem necessidade de internação em tempo integral.”
Quem participou da programação foi convidado a visitar a exposição EntreMentes, com pinturas e fotografias produzidas por pacientes psiquiátricos ao longo de seus processos terapêuticos. “Além de dar visibilidade às expressões artísticas, queremos oferecer ao público a possibilidade de enxergar a saúde mental sob outra perspectiva: a de quem vive a experiência do tratamento”, conta a coordenadora de Psicologia do HSF, Alessandra Cunha. Além disso, os visitantes puderam ter uma experiência imersiva, ao percorrer simbolicamente etapas do cuidado centrado no paciente, caminhando por um caminho escuro e estreito que representou a angústia dos pacientes antes da busca de auxílio especializado e o início do tratamento até a melhoria da sua saúde mental. Nas palavras de Alessandra, “um caminho que desperta sentidos e reflexões, trazendo metáforas sobre resiliência, superação e esperança”.
Trilha Verde
A doação de órgãos e seus desafios foi o destaque do primeiro dia do evento. “Nosso objetivo foi mostrar a importância da doação e como se dá todo o processo. Para isso, convidamos profissionais capacitados e com experiência em doação de órgãos e tecidos e acolhimento familiar”, conta o enfermeiro Jerônymo Bonente Jr, integrante da OPO Norte e também um dos organizadores da programação. “Foram debatidos temas muito relevantes, mas destaco a mesa redonda com a participação de receptores e doadores, juntamente com representantes das Comissões Intra-Hospitalares de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes (CIHDOTTs) das unidades da região Norte, que abordaram a perspectiva de quem espera pela doação de um órgão na fila de transplante e também de quem aceita doar, ressignificando a dor da perda”, diz.

Trilha Laranja
No segundo dia de programação, o ciclo de palestras foi dedicado à segurança do paciente, com o objetivo de conscientizar e sensibilizar o público sobre a importância da valorização da vida, de acordo com Jacqueline Goldan, coordenadora da Qualidade e do Núcleo de segurança do paciente do HSF. “As palestrantes convidadas são referência no cenário atual, quando o tema é Qualidade e Segurança. São profissionais que trazem conhecimento atualizado, com base em evidências científicas e melhores práticas nacionais e internacionais”, ressalta. Jacqueline salienta que a ideia objetivou reafirmar o compromisso do HSF em fortalecer a cultura de segurança e a disseminação de boas práticas: “queremos inspirar os nossos colaboradores e o público externo, juntamente com nossos palestrantes a assumirem o compromisso coletivo pela Qualidade e Segurança do paciente”.
Na palestra ‘Documentação insegura: o que não está escrito, também é risco’, a gerente de Qualidade da Unimed Leste Fluminense, Christiane Montes, destacou a diferença entre perigo e risco, explicando que o primeiro é a fonte do dano, enquanto o segundo está ligado à probabilidade de que esse dano aconteça. Ela ressaltou a importância da participação da família no cuidado ao paciente e defendeu a educação contínua como ferramenta essencial para reduzir falhas. “Mitigar os riscos faz toda a diferença para evitá-los, e o mapeamento de risco é fundamental para isso”, afirmou.
A coordenadora da Divisão de Qualidade e Estratégia da Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro, Ginna Ilka, apresentou a palestra ‘Decisões Baseadas em Dados: como dados transformam escolhas em resultados reais’. Ela trouxe reflexões sobre a diferença entre dados e informação e a necessidade de interpretação que podem gerar resultados concretos para a qualidade em saúde. “O dado cru não serve para nada. Ele ganha vida quando se transforma em informação e orienta decisões”, afirmou. Foram abordadas ainda tendências como Inteligência Artificial aplicada à saúde, Data Storytelling e Governança de Dados, além dos benefícios, barreiras e desafios dessas tecnologias. “Na saúde, cada decisão pode salvar ou comprometer vidas”, destacou.

Trilha Amarela
Para falar sobre saúde mental, foram convidados especialistas em diferentes áreas. “A ideia foi trazer olhares complementares, tanto da prática clínica quanto da pesquisa e da gestão em saúde, oferecendo à equipe do hospital e à comunidade acesso a conteúdos atualizados e relevantes”, resumiu Alessandra Cunha. A programação foi aberta com a exibição da animação de curta-metragem ‘O menino que engolia o choro’, para dar início à discussão sobre a necessidade de falar sobre o que causa incômodo e demonstrar as emoções e não as reprimir. “Não há outro caminho para tratar de saúde mental. É preciso encarar e falar sobre o que incomoda pois há dores que não são vistas”, afirmou Alessandra.
Em sua apresentação, a professora do Departamento de Psicologia da PUC-Rio e vice-presidente da Sociedade Brasileira de Psicologia Hospitalar, Mayla Cosmo, focou na escuta ativa no cuidado hospitalar. A partir da discussão sobre a diferença entre escutar e ouvir, ela citou o escritor, educador e psicanalista Rubem Alves que, em Escutatória, fez a famosa provocação: “Sempre vejo anunciados cursos de oratória. Nunca vi anunciado curso de escutatória. Todo mundo quer aprender a falar”. Mayla salientou a importância da escuta ativa para que pacientes e familiares possam ser agentes do cuidado.
A psicóloga Anna Clara Santos, que integra a equipe do serviço de saúde mental do HSF, falou sobre acolhimento e as práticas de escuta e criação de vínculos no hospital. “Sem confiança e sem vínculo, o psicólogo não faz o seu trabalho”. A coordenadora de saúde mental do hospital, Bárbara Estelita, destacou que a escuta acolhedora tem que ser não só do psicólogo mas de toda a equipe de assistência e afirmou que isso contribui para a adesão do paciente ao tratamento e a melhores desfechos.
Enfermeiros, psicólogos e fisioterapeutas presentes na plateia participaram, prestando depoimentos sobre o cotidiano do trabalho na palestra ‘Entre plantões e emoções (há saída?): autocuidado possível no plantão’, apresentada pelos psicólogos Alessandra Cunha e Sérgio Henrique Izídio da Silva. Um dos desafios apontados foi equilibrar a atenção entre as tarefas burocráticas e o cuidado com os pacientes, além de respeitar o limite e entender quando o paciente não quer falar sobre o que o incomoda ou nega algum tipo de serviço, por exemplo.
ASSESSORIA DE IMPRENSA:
SB Comunicação – jor@sbcomunicacao.com.br
por Mestre | 7 \07\America/Sao_Paulo outubro \07\America/Sao_Paulo 2025 | Notícias
O Hospital São Francisco torna público o Despacho de Adjudicação do Processo Licitatório nº 72150/953554/2025, modalidade Disputa Fechada, critério Menor Preço Global, com base na Lei Federal nº 13.303/2016 e na Lei Complementar nº 123/2006.
Após análise das propostas, a empresa NM Engenharia Ltda. (CNPJ nº 28.069.300/0001-46) foi declarada vencedora, por apresentar a proposta de menor preço global, atendendo aos requisitos do edital e estando devidamente habilitada.
Com isso, adjudica-se o objeto da licitação à referida empresa e homologa-se o certame na autoridade competente, autorizando a contratação conforme previsto no edital.
Para detalhamento das propostas e posição de todas as empresas participantes clique aqui e acesse o PDF com a tabela completa.
por SB Comunicação | 17 \17\America/Sao_Paulo setembro \17\America/Sao_Paulo 2025 | Notícias
O Hospital São Francisco na Providência de Deus (HSF-RJ) dá mais um passo em seu compromisso com a saúde mental e com os princípios da reforma psiquiátrica ao inaugurar o novo hospital-dia psiquiátrico. O serviço oferece tratamento intensivo sem necessidade de internação integral, ampliando as possibilidades de cuidado e ressocialização dos pacientes.
A novidade vem se unir a uma linha de cuidados já consolidada em saúde mental, que inclui ambulatório psiquiátrico e psicológico, teleconsultas, pronto atendimento 24 horas, internação para adultos e adolescentes a partir de 12 anos. O novo hospital-dia reforça a proposta do Polo de Atenção Integral à Saúde Mental (PAI) Papa Francisco, inaugurado em julho de 2013 pelo próprio Pontífice durante a visita ao HSF, com intuito de promover cuidado interdisciplinar com suporte multiprofissional.
“Aqui no HSF, contamos com uma estrutura única em saúde mental, funcionando dentro de um grande hospital geral. Esse novo hospital-dia completa nossa rede assistencial que apresenta diferentes níveis de complexidade. Esta é uma modalidade intermediária entre a internação e o ambulatório, que garante um acompanhamento intensivo em liberdade. O paciente pode receber tratamento especializado, sem abrir mão de seus vínculos familiares, sociais e profissionais”, adianta a coordenadora do serviço de saúde mental, a médica psiquiatra Bárbara Estelita. Os pacientes vão poder frequentar o hospital-dia na parte da manhã ou à tarde, de acordo com a disponibilidade de cada um.
Segundo Bárbara, a internação segue como um recurso terapêutico fundamental em situações de risco, ausência de crítica de morbidade ou sofrimento intenso, quando não é possível manter o tratamento ambulatorial. “O HSF adota proposta de internações de curta permanência, sempre articuladas com a família e com a rede de apoio extra-hospitalar. Esse é o nosso compromisso com a reforma psiquiátrica e a inauguração do hospital-dia demonstra isso”, acrescenta.
O novo espaço dispõe de quadra esportiva, oficinas de arte, salas de terapia em grupo e multimídia, recepção exclusiva, além de equipe multiprofissional reforçada. “Ampliamos o quadro de psicólogos e educadores físicos com dedicação exclusiva ao PAI e ao hospital-dia. Além disso, vamos expandir a contratação de especialistas para demais atividades diversificadas, garantindo um atendimento cada vez mais integral”, destaca o administrador do serviço, Wellington Silva.
Ao comentar a ampliação do serviço, o diretor geral do HSF, Frei Nicolau Castro, lembrou o lema do HSF: Ser Humano é a nossa Missão. “A abertura desta nova modalidade de atendimento em saúde mental reflete esse compromisso: oferecer um cuidado integral, humanizado e contínuo, que respeite cada paciente em sua individualidade e o ajude a recuperar não apenas a saúde, mas também sua autonomia e qualidade de vida.”