Voluntários do Hospital São Francisco levam atendimento básico de saúde a detentos de cadeia pública

Voluntários do Hospital São Francisco levam atendimento básico de saúde a detentos de cadeia pública

Ser humano é a nossa missão!

Seguindo o lema do Hospital São Francisco na Providência de Deus, um grupo formado por cerca de 40 voluntários, entre eles médicos, enfermeiros, pessoal de apoio e religiosos da instituição que integram a Missão Amor que Cura, esteve na Cadeia Pública Jorge Santana, no Complexo de Gericinó, no dia 12 de março. O objetivo da ação era prestar cuidados básicos de saúde aos detentos. Foram realizados 630 atendimentos, entre consultas e exames para diagnóstico de diversas patologias, e foram doados cerca de 1.900 medicamentos, conforme as prescrições dos profissionais de saúde.

“Depois de um longo período de interrupção involuntária das ações da Missão Amor que Cura devido à pandemia, estamos retomando o trabalho de forma regular. Em 2022, teremos ações mensais que serão realizadas alternadamente nos cárceres e em comunidades em situação de vulnerabilidade. No mês de abril, levaremos atendimento básico de saúde, alimentos e roupas para a comunidade de Jardim Gramacho”, adianta Frei Isaac Prudêncio, coordenador da Missão Amor que Cura e diretor geral do HSF, que sedia a organização deste trabalho.

Problemas mais comuns

Depressão, insônia, problemas de coluna e quadros respiratórios agudos, além de escabiose (sarna), são algumas das principais doenças encontradas pelos voluntários nos detentos da Cadeia Pública Jorge Santana. “Esta foi a nossa segunda Missão na mesma cadeia em um período de 4 meses e as condições de saúde estavam melhores do que constatamos em novembro de 2021, quando realizamos 1.100 atendimentos e distribuímos mais de 4.000 remédios”, conta a hematologista do HSF Marilza Campos de Magalhães que integra a Missão Amor que Cura desde o início do projeto.

A médica destaca, no entanto, que têm sido registrados muitos casos de sífilis, concorrendo com a tuberculose, outra doença infecciosa bastante comum em ambientes prisionais. “Também registramos muita ocorrência de insônia, depressão e dores de cabeça, doenças muito relacionadas à falta de perspectiva e situação de vulnerabilidade em que aqueles homens se encontram. Fizemos vários encaminhamentos para o acompanhamento psiquiátrico”, relata a médica.

Sobre a Missão

A Missão Amor que Cura no Cárcere é realizada desde julho de 2017 e teve suas ações interrompidas durante a pandemia de Covid-19 devido à impossibilidade de realizar visitas presenciais nos presídios. Esta ação social é um dos desdobramentos da Missão Amor que Cura, baseada no Hospital São Francisco na Providência de Deus, e foi criada em 2015 para levar atendimento médico e doações de alimentos e roupas para a população que vivia na região do extinto lixão de Gramacho. Dois anos depois, surgiram também as Missões nas Ruas, para a distribuição de refeições a pessoas em situação de rua nas regiões do Centro e de Bangu. Saiba mais sobre o projeto aqui.

Falta de informação e diagnóstico tardio são principais obstáculos para o tratamento da doença renal crônica

Falta de informação e diagnóstico tardio são principais obstáculos para o tratamento da doença renal crônica

Assintomática e de avanço silencioso, na maioria das vezes, a doença renal crônica (DRC) é a mais prevalente entre as patologias que afetam os rins. Estima-se que a DRC cause 2,4 milhões de mortes a cada ano e, de acordo com a Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN), até 2040, a doença deverá ser a quinta maior causa de morte em todo o mundo. Apesar dos números tão elevados, a falta de conhecimento e a demora no diagnóstico são os principais fatores que atrasam o início do tratamento da doença.
“Muitas vezes, só é possível diagnosticar a DRC tardiamente, quando o funcionamento dos rins já está bastante comprometido, com a necessidade do encaminhamento à diálise e até mesmo para a fila de transplantes”, afirma a nefrologista Deise de Boni Monteiro de Carvalho, coordenadora do nosso serviço de Transplante Renal. Para combater a falta de informação e aumentar a conscientização a respeito da doença renal crônica, a SBN coordena a campanha 2022 do Dia Mundial do Rim que tem como foco “Saúde dos rins para todos: Educando sobre a doença renal”.
“O conhecimento sobre a doença e a adoção de hábitos saudáveis são medidas importantes para que o paciente renal crônico possa ter mais qualidade de vida”, alerta Deise, que é uma das fundadoras da Associação Brasileira de Transplante de Órgãos e Tecidos (ABTO). Entre as principais funções dos rins estão:

filtrar o sangue para controlar a quantidade de água e de sal no organismo;
eliminar toxinas;
ajudar no controle da hipertensão arterial;
liberar substâncias que contribuem para a produção de glóbulos vermelhos e impedem a descalcificação óssea.
Reconheça os sinais

A médica destaca alguns sintomas que devem servir como alerta de que os rins não estão funcionando adequadamente: edemas (inchaços) no corpo, cansaço, náuseas, vômitos e sonolência. “Minha orientação é buscar um especialista aos primeiros sinais, para que seja possível diagnosticar e iniciar o tratamento o mais brevemente possível. O acompanhamento da saúde renal é feito por meio de exames clínicos de rotina, como a medição da taxa de creatinina no sangue e o exame de urina simples. Também é muito importante estar atento a alterações de volume, cor, cheiro e quantidade de urina”, frisa a nefrologista.
Quando a pessoa apresenta função renal reduzida, a indicação é fazer hemodiálise. Por meio de um aparelho, é possível limpar e filtrar o sangue. “A hemodiálise é a terapia renal substitutiva. O paciente em diálise faz, em geral, três sessões semanais, com duração de 4 horas cada”, afirma ela. Atualmente, mais de 140 mil pacientes realizam diálise no Brasil, de acordo com dados da SBN.

6 dicas para manter os rins saudáveis

Algumas das recomendações da especialista:

  1. Manter alimentação saudável, com baixa ingestão de sal;
  2. Hidratar-se bem;
  3. Praticar exercícios físicos com regularidade;
  4. Não fumar;
  5. Não utilizar medicamentos sem acompanhamento médico;
  6. Dosar a sua creatinina regularmente.

“Importante ressaltar que a saúde renal pode ser afetada por outras doenças, como a hipertensão e o diabetes que, sem controle, podem causar insuficiência renal, levando à necessidade de hemodiálise e até mesmo de um transplante”, adverte a nefrologista Deise de Boni.

Hospital São Francisco conquista certificação da Anvisa por boas práticas

Hospital São Francisco conquista certificação da Anvisa por boas práticas

Aqui no Hospital São Francisco na Providência de Deus (HSF), questões relacionadas à segurança do paciente são prioridade. Uma prova disso é que acabamos de conquistar o reconhecimento da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, a Anvisa, pela alta adesão de suas equipes aos protocolos de Segurança do Paciente preconizados pelo Ministério da Saúde. “Esta certificação é a concretização do comprometimento e da dedicação de todas as nossas equipes com a nossa missão de cuidar dos pacientes em um momento em que estão mais fragilizados dentro de uma unidade hospitalar. Esse bom resultado é fruto do trabalho em conjunto que realizamos, buscando sempre a excelência no atendimento, com foco na qualidade e na segurança do paciente, sem deixar de lado a humanização da assistência, que é uma das marcas do nosso trabalho”, frisa o diretor geral do HSF, Frei Isaac Prudêncio. A coordenadora de Qualidade do HSF, Thayana Akamine, avalia que a boa classificação do HSF é uma consequência direta do comprometimento institucional com a melhoria contínua dos serviços prestados, da promoção da cultura de segurança e da implantação das boas práticas hospitalares. De acordo com ela, os protocolos de segurança do paciente e de prevenção de infecção do Ministério da Saúde são monitorados por meio de indicadores de desempenho e são reforçados regularmente com capacitações das equipes, que são realizadas, no mínimo, uma vez por mês. “Esse resultado é uma grande conquista e o reconhecimento do trabalho de todos os colaboradores do HSF que se empenham diariamente para oferecer uma assistência de qualidade e humanizada”, destaca.

Mas afinal, o que são os protocolos de segurança do paciente e de que forma eles impactam a saúde de quem precisa de cuidados médicos?

O período de hospitalização de um paciente que necessite de internação para recuperar sua saúde ou para se submeter a um procedimento cirúrgico é um momento de fragilidade. A adoção de boas práticas é capaz de reduzir os riscos a que o paciente está sujeito durante a estada em uma instituição de saúde, como lesões por pressão ou escaras, infecção hospitalar e até erros de identificação. A adesão das equipes clínicas e de assistência às medidas de cirurgia segura, checagem de identificação e prevenção de infecções, como a higienização das mãos, por exemplo, reduz a ocorrência dos chamados eventos adversos e contribui para a melhoria da qualidade do serviço prestado. No caso da certificação conquistada pelo HSF, a Anvisa analisou os dados fornecidos pelo hospital e atestou a adequação às boas práticas. Dentre os critérios avaliados, dois são considerados imprescindíveis para que o hospital obtenha o reconhecimento: a existência de um Núcleo de Segurança do Paciente e a notificação regular de incidentes relacionados à assistência à saúde nos últimos 12 meses. O HSF registrou 95,24% de adesão aos protocolos de segurança do paciente e terá o bom resultado divulgado no portal da Anvisa, figurando na Lista de Hospitais com Alta Conformidade às Práticas de Segurança do Paciente.

Hospital São Francisco inaugura serviço com foco na recuperação do paciente

Hospital São Francisco inaugura serviço com foco na recuperação do paciente

Voltar para casa e retomar as atividades do dia a dia após um período de internação hospitalar nem sempre são tarefas fáceis. Alguns pacientes podem necessitar de cuidados complexos e exclusivos antes de deixar o hospital. Visando promover o cuidado integral do paciente e sua plena reabilitação motora cognitiva e oral, o Hospital São Francisco na Providência de Deus (HSF), na Tijuca, acaba de inaugurar uma Unidade de Transição. “Contamos com uma equipe multidisciplinar que atua para restabelecer a capacidade funcional e a independência dos pacientes”, esclarece a coordenadora do serviço, Carla Quintão, especialista em geriatria pela Pontifícia Universidade Católica (PUC-RJ).

A nova Unidade de Transição do HSF dispõe de 16 leitos e é destinada a pacientes em condição crônica de maior dependência e que necessitam de cuidados continuados e especiais da equipe de Enfermagem em casos de maior complexidade. E a participação da família neste momento é fundamental, como explica a especialista: “alguns exemplos de pessoas que podem necessitar desta atenção diferenciada são aquelas que desenvolveram úlcera por pressão ou foram traqueostomizadas e estão passando pelo desmame de oxigênio. Nossa equipe está apta a prestar o cuidado adequado à complexidade de cada caso, auxiliando e integrando a família no processo de restabelecimento e no plano de cuidado da saúde do paciente. Para isso, atuamos também fazendo o treinamento de familiares ou cuidadores para cuidados básicos como traqueostomia, gastrostomia, colostomia e curativos simples”.

Além de promover a reabilitação de pacientes pós-internação, a Unidade de Transição também oferece cuidados paliativos para pessoas com doenças irreversíveis, sejam elas doenças oncológicas em fase avançada ou crônico degenerativas. “Nesses casos, nossa atuação é baseada em um plano de cuidados voltado para o acolhimento, humanização e a paliação dos sintomas, que seja capaz de proporcionar alívio do sofrimento físico, psicossocial e espiritual até o término do ciclo de vida do paciente”, ressalta a coordenadora, que tem especialização em Cuidados Paliativos pelo Instituto Einstein de Ensino.
A equipe do novo serviço é formada por médicos, enfermeiros e técnicos de enfermagem e conta ainda com profissionais de diversas áreas, como serviço social, fisioterapia, fonoaudiologia, nutrição, psicologia e terapia ocupacional. Entre os cuidados oferecidos estão cuidados de feridas complexas, suporte a pacientes submetidos a antibioticoterapias prolongadas, doenças neuromusculares e neurodegenerativas, pós-internação hospitalar prolongada com perdas funcionais das atividades básicas cotidianas, pós-operatório com necessidade de reabilitação ou readequação de cuidados e até reabilitação de sequelas da Covid-19, entre outros.

Hospital São Francisco na Providência de Deus inaugura atendimento de saúde mental para jovens com idades entre 12 e 17 anos

Hospital São Francisco na Providência de Deus inaugura atendimento de saúde mental para jovens com idades entre 12 e 17 anos

Desde o início da pandemia de Covid-19, a saúde mental dos brasileiros ficou em xeque. Uma pesquisa do Fundo das Nações Unidas pela Infância (Unicef), em parceria com o Instituto de Pesquisas Cananéia (IPeC), revela que 56% dos entrevistados disseram que algum adolescente da casa apresentou pelo menos um sintoma relacionado à saúde mental, como mudanças repentinas de humor, alteração no sono, diminuição do interesse em atividades rotineiras e preocupações excessivas com o futuro. Essa crescente incidência levou a direção do Hospital São Francisco na Providência de Deus (HSF), a inaugurar uma nova ala no Polo de Atenção Integral à Saúde Mental (PAI Papa Francisco), voltada exclusivamente ao tratamento e a internação psiquiátrica de jovens com idades entre 12 e 17 anos.

“Temos percebido uma demanda crescente de internação psiquiátrica nessa faixa etária e há uma insuficiência de leitos disponíveis para esse perfil da população no Rio de Janeiro. Isso nos motivou a direcionar a nossa expertise em saúde mental também a esse novo público”, explica Guilherme Costa, diretor médico do HSF. O PAI está completando 8 anos de atividade e é a única emergência psiquiátrica 24h com internação dentro de um hospital geral no Rio de Janeiro.

Costa destaca que mesmo antes de disponibilizar o cuidado para menores de 18 anos, o serviço já recebia contatos de outras instituições em busca de leitos para jovens, não apenas por quadros de ansiedade e depressão. “Em alguns casos, o adolescente havia tentado tirar a própria vida, atitude que, infelizmente, percebemos que tem aumentado de forma expressiva entre esse grupo”, relata. Ele acrescenta que o serviço engloba o acompanhamento ambulatorial desses pacientes, antes mesmo que necessitem de internação. “A proposta continua sendo reintegrar esses pacientes às suas famílias e ao convívio social de forma rápida e segura. No entanto, notamos que muitas vezes, até por falta de um serviço especializado, os pacientes passam por diferentes serviços e profissionais que às vezes seguem linhas de cuidado conflitantes. Aqui, iremos oferecer uma alternativa de ponta-a-ponta, permitindo que o paciente seja acompanhado de forma integral pelos profissionais da nossa equipe multidisciplinar. Acreditamos que assim será possível diminuir o número de eventos que levam à internação”, pontua Costa.

Atendimento especializado

O PAI oferece atendimento psiquiátrico e multidisciplinar a pessoas com transtornos mentais e por dependência de drogas, em casos em que haja necessidade de internação e cuidados integrais, como quando há ideação suicida com planejamento ou o paciente representa risco para ele próprio ou para outras pessoas. O Polo conta com uma equipe de médicos psiquiatras e clínicos exclusivos para o serviço. Possui ainda psicólogos, terapeutas ocupacionais, assistente social, nutricionista, educador físico e equipe de enfermagem especializada. “Recebemos pacientes com os mais diversos transtornos mentais: psicóticos como esquizofrênicos, pessoas com transtorno bipolar do humor, transtorno esquizoafetivo, além de transtornos de personalidade como Borderline, transtornos depressivos e/ou ansiosos, pacientes pós-tentativa de suicídio. Também damos suporte às famílias que muitas vezes também estão adoecidas e fragilizadas por conta dessas situações. Atendemos também pessoas com transtorno de uso de substâncias e dependências químicas, inclusive por uso abusivo/nocivo de psicotrópicos”, conta a psiquiatra e coordenadora do serviço, Lívia Guerra.