Hospital São Francisco na Providência de Deus inaugura atendimento em cardiologia pelo SUS

Hospital São Francisco na Providência de Deus inaugura atendimento em cardiologia pelo SUS

Agilizar o atendimento a quem necessita de cirurgias cardíacas, cateterismo e angioplastias é a meta do novo convênio firmado entre o Hospital São Francisco na Providência de Deus (HSF-RJ) e a Secretaria do Estado de Saúde do Rio de Janeiro. O serviço, que acaba de ser inaugurado, funciona de forma complementar à rede estadual de saúde e é direcionado a pacientes cardíacos encaminhados à unidade via Sistema Estadual de Regulação (SER). A cerimônia de inauguração contou com a presença do secretário estadual de saúde, Luiz Antônio Teixeira Jr., do presidente da Associação e Fraternidade São Francisco de Assis na Providência de Deus, Frei Francisco Belotti, do diretor geral do HSF, Frei Nicolau Castro, além das equipes que irão prestar o novo atendimento na unidade.

Em seu discurso de inauguração, Frei Francisco lembrou a longa trajetória do HSF. “Imagine um hospital com uma história de mais de 400 anos, fundado pelos frades franciscanos que vieram de Portugal, fundaram o Convento de Santo Antônio e o Hospital, que mais tarde foi transferido para cá. Um hospital é feito de inúmeras parcerias e hoje nós selamos uma das parcerias mais importantes que é cuidar do coração das pessoas”, afirmou. O Frei detalhou como será o atendimento: “teremos, a partir de hoje, 40 leitos de UTI cardíaco e mais 32 leitos de enfermaria, para aqueles que não estão mais na UTI e estão em processo de alta. Realizaremos, todos os meses, 30 cirurgias cardíacas, 300 cateterismos e 100 angioplastias. Hoje, o nosso coração também está sendo cuidado com a graça de Deus para vivermos esse momento”, disse.

“Nosso objetivo é que as pessoas do estado do Rio de Janeiro não precisem esperar mais do que 24 horas para realizar um cateterismo. Quando eu assumi a Secretaria, em janeiro deste ano, havia cerca de mil pessoas aguardando para fazer cateterismo e 170 na fila de espera para a cirurgia de revascularização do miocárdio. Estamos reduzindo a fila para o cateterismo a cada dia e, atualmente, 80 pacientes aguardam a cirurgia de revascularização. Nossa expectativa é de que, dentro de três meses essa fila esteja fazendo os atendimentos em tempo real”, frisou o secretário de Saúde, Luiz Antônio Ferreira Jr, que fez questão de salientar a importância do HSF no cenário da saúde do estado do Rio de Janeiro, como o maior pólo transplantador de órgãos da região – desde 2013 o HSF mantém convênio com o SUS para a realização de transplantes renal e hepático, sendo referência no estado e no país nessa área.

Frei Nicolau Castro, diretor geral do HSF, reforçou a importância de cuidar do coração da população mais necessitada, que utiliza o SUS. “Receberemos pacientes já triados, que aguardam encaminhamento de acordo com o Sistema Estadual de Regulação. Nosso objetivo é desafogar a rede estadual. Para nós, franciscanos, saber que esse serviço é voltado para os pacientes do SUS é muito gratificante porque podemos, através da nossa vocação, tocar a vida dessas pessoas”.

Relatório da Organização Mundial de Saúde aponta que as doenças cardiovasculares provocam uma a cada 3 mortes em todo o mundo, ou seja, cerca de 17,9 milhões de pessoas. Destas mortes, 86% poderiam ser evitadas ou ao menos retardadas através de prevenção e tratamento. No Brasil, números da Sociedade Brasileira de Cardiologia revelam que a cada ano aproximadamente 400 mil pessoas morrem em decorrência de doenças do coração, o que corresponde a 30% de todas as mortes no país.

Os pacientes, encaminhados via regulação estadual, estão sendo atendidos pelas equipes chefiadas pelos cardiologistas Ulisses Alves (cirurgias cardíacas) e Hélio Ferreira de Paiva Jr (cateterismo e angioplastias).

Forças de segurança do Rio recebem atendimento em saúde mental em programa conjunto do Ministério Público do Trabalho e Hospital São Francisco na Providência de Deus

Forças de segurança do Rio recebem atendimento em saúde mental em programa conjunto do Ministério Público do Trabalho e Hospital São Francisco na Providência de Deus

Projeto visa diminuir o índice de suicídio entre agentes de segurança

A união de esforços do Hospital São Francisco na Providência de Deus (HSF-RJ), o Ministério Público do Trabalho (MPT-RJ) e instituições de segurança pública do estado do Rio de Janeiro (Polícia Civil, Secretaria de Estado de Administração Penitenciária – SEAP e Departamento Geral de Ações Socioeducativas – DEGASE) deu origem à Parceria Bem-Viver, que tem por objetivo valorizar a vida e zelar pela saúde mental de agentes das forças de segurança. De acordo com o mais recente Anuário Brasileiro de Segurança Pública, o número de policiais civis e militares que tiraram suas próprias vidas no Brasil cresceu 55% de 2020 para 2021. Só no estado do Rio, de 2019 a 2021, o aumento foi de 150%, passando de seis para 15 casos.

Para Márcio Nunes, diretor administrativo do HSF, é preciso um olhar humanizado para a questão da saúde mental. “Para nós, do Hospital São Francisco na Providência de Deus, é uma honra e um privilégio fazer parte desta parceria e poder contribuir para proteger quem protege, cuidar de quem cuida. A questão da saúde mental é da maior importância e não fica restrita à pessoa que está sofrendo. Todos que estão ao redor dela também são afetados. Poder trabalhar para devolver a qualidade de vida a estas famílias é o nosso objetivo dentro desta nossa ‘parceria do bem’”, afirma.

O Hospital foi escolhido para integrar o projeto devido ao fato de a Associação Lar de São Francisco na Providência de Deus, que gere o instituição, já ser parceira do MPT em outros estados. “Por meio deste elo foi possível a construção do barco-hospital Papa Francisco, que atende às populações ribeirinhas das regiões do Baixo Amazonas, Tapajós e Xingu e é um projeto da nossa Associação. Por outro lado, o HSF responde aos anseios e necessidades deste projeto por já possuir um serviço psiquiátrico de referência, com emergência psiquiátrica 24h e unidades de internação”, observa Nunes. “Essa experiência já nos baliza para esse tipo de atendimento”, completa ele.

Como funciona?

A equipe multidisciplinar especializada em saúde mental do HSF está prestando atendimentos de emergência psiquiátrica e ambulatoriais, além de internação aos servidores das forças de segurança do estado do Rio de Janeiro. O serviço é oferecido também para os dependentes dos agentes, que tenham idades entre 12 e 17 anos. Para dar entrada no atendimento, basta apresentar a identificação com o número de matrícula.

“Nossas equipes passam por treinamentos constantes para o atendimento de pacientes psiquiátricos e dependentes químicos. Temos um olhar cuidadosamente direcionado para a especificidade de cada paciente, sem descuidar do cuidado humanizado”, afirma Caroline Oertel, coordenadora do Polo de Atenção Integral à Saúde Mental (PAI) do HSF, responsável pelos atendimentos e internações psiquiátricas na unidade.

A Parceria Bem-Viver conta ainda com um ambulatório especial de saúde mental para dependentes de álcool e drogas na Policlínica da Polícia Civil (Rua Haddock Lobo, 60). Este serviço será prestado por uma equipe de profissionais do HSF, formada por recepcionista, enfermeiro, assistente social, psicólogo e psiquiatra. Os atendimentos irão começar no dia 24 de maio, e também serão estendidos aos dependentes entre 12 anos e 17 anos.

Comunidade Terapêutica

A partir do segundo semestre, o HSF irá disponibilizar um novo tipo de atendimento no âmbito das ações da Parceria Bem-Viver: a Comunidade Terapêutica Santa Clara, destinada ao atendimento de dependentes químicos que busquem o serviço de forma voluntária e passem pela triagem realizada na Policlínica da Polícia Civil. Esse serviço é voltado exclusivamente para o público masculino, com idade acima de 18 anos. O tratamento é dividido em quatro ciclos, de cerca de 30 a 40 dias cada, como explica Caroline Oertel, que também é a coordenadora da Comunidade Terapêutica. “Esse programa de tratamento tem terapêuticas diferenciadas de acordo com o ciclo que o acolhido está vivenciando no momento. Não determinamos o prazo para a alta, o tempo de recuperação é variável, de acordo com a condição de cada paciente”, esclarece ela.

Receitas saudáveis para curtir o dia das mães

Receitas saudáveis para curtir o dia das mães

O setor de Nutrição do Hospital São Francisco na Providência de Deus (HSF) preparou um presente para mães e filhos aproveitarem o tempo juntos, cuidando da saúde e preparando quitutes deliciosos e saudáveis para o dia a dia. As receitas elaboradas pelas nutricionistas são indicadas até para pacientes que passaram pela cirurgia bariátrica, serviço disponibilizado pelo HSF. O e-book reúne19 receitas de entradas, pratos principais, sucos e sobremesas e pode ser baixado gratuitamente aqui!

Delicie-se!

Pacientes internados do HSF recebem festa de aniversário

Pacientes internados do HSF recebem festa de aniversário

O aniversário é uma data muito especial e para aqueles que estão hospitalizados pode ser um momento um pouco solitário. Mas não no Hospital São Francisco na Providência de Deus (HSF). É que a instituição decidiu oferecer uma pequena comemoração para os pacientes internados. “Eu não esperava pela surpresa e fiquei muito feliz. Estou no lugar certo. Agradeço a todos pela lembrança e comemoração e por cuidarem bem de mim”, declarou Luiza Machado, que completou 95 anos internada no HSF.

Frei Isaac Prudêncio, diretor geral da unidade, acredita que essa ação pode transformar o dia de quem está passando por momentos difíceis. “Um pouco de alegria e carinho em um momento tão significativo para a pessoa pode levantar o ânimo e ajudar na melhoria do estado de saúde”, comenta.

Vários setores do hospital participam da comemoração, em torno de dez colaboradores entram no quarto do paciente, cantam parabéns ao som do violão e fazem uma oração em agradecimento pela vida do aniversariante.

Para que a comemoração não atrapalhe a recuperação dos pacientes, Andressa Silva, coordenadora do Serviço de Nutrição e Dietética, ressalta que há um perfil de pacientes que podem receber os convidados para a festinha. “São preparados cupcakes normais e diets, conforme o estado clínico do paciente. Para aqueles que seguem uma dieta líquida, é oferecida uma vitamina especial. Além disso, eles recebem um cartão comemorativo de toda equipe”, completa.

Essa comemoração traduz uma das principais marcas do HSF: a humanização. Andressa explica que além da presença da Pastoral da Saúde e dos demais colaboradores assistenciais responsáveis pelo paciente que entram cantando parabéns, os familiares podem participar da celebração, o que segundo ela torna o momento ainda mais acolhedor.

Os desafios da desospitalização: simpósio reuniu especialistas em torno da questão da alta segura

Os desafios da desospitalização: simpósio reuniu especialistas em torno da questão da alta segura

O processo de alta segura deve ter início no momento da internação do paciente e é fundamental que familiares e cuidadores sejam treinados para o tão esperado momento de voltar com o paciente para casa. O alerta foi feito da nutricionista especialista em Cuidados Paliativos, Flávia Fonseca, na palestra de abertura do I Simpósio de Desospitalização do Hospital São Francisco na Providência de Deus (HSF-RJ), intitulada ‘Gerenciando o processo de desospitalização’. Em sua fala, ela ainda destacou a importância do envolvimento de uma equipe multidisciplinar no processo de desospitalização. De acordo com a especialista, todos os agentes devem atuar de forma a treinar o próprio paciente e seus familiares e acompanhantes para que a alta seja, de fato, segura. “Capacitar cuidadores e familiares significa empoderar essas pessoas. E é importante que a orientação de alta não seja prestada no momento da saída do paciente. Essa comunicação tem que ser feita ao longo da internação, de forma clara, para reduzir o risco de complicações. O cuidador deve ser treinado para identificar problemas”, salienta.

A programação contou ainda com a mesa-redonda ‘O olhar da equipe multidisciplinar perante a desospitalização’, que reuniu profissionais de diversas áreas. A médica Ana Chermont, coordenadora médica do Solar Cuidados em Saúde, empresa voltada à atenção e internação domiciliar, salientou a importância da criação de uma rede social de suporte para a continuação do cuidado em casa e da organização de um ambiente seguro não só para o paciente como para a equipe que irá acompanhá-lo durante o processo de reabilitação. A fonoaudióloga Letícia Figueiredo, que tem pós-graduação em gerontologia, destacou que a especialidade é responsável por auxiliar o paciente a se comunicar e também a se alimentar. Ela também falou sobre a importância do trabalho conjunto da equipe multidisciplinar no pós-alta: “Não adianta querer servir sopa a um paciente que não gosta de sopa. É preciso adaptar a dieta ao que o paciente deseja”. A terapeuta ocupacional Denise Basseti, que também é pós-graduada em gerontologia, falou sobre sua atuação dedicada a desenvolver autonomia e independência dos pacientes. “Nesse sentido, passo orientações às famílias em relação à adaptação de talheres para que o paciente possa se alimentar sozinho e também ao vestuário, pois muitos não conseguem usar roupas de botão, então sugerimos a troca por velcro, por exemplo. A fisioterapeuta Julia Ferrari lembrou que a desospitalização proporciona ao paciente a possibilidade do resgate de sua vida social, por estar de volta em seu ambiente domiciliar.

A importância da participação da família no processo de desospitalização e organização da nova rotina familiar foi o tema tratado pela psicóloga Larissa Genaro, mestre em saúde mental, e pela assistente social Fabiana Correia, pós-graduada em Geriatria e Gerontologia. “Esse preparo da família para a nova realidade do paciente que retorna à casa é fundamental. Pela minha experiência, é possível perceber que a sociedade não tem preparo físico, cultural e emocional para esse cuidado, que no caso de pacientes idosos vai até o fim da vida. Nós não fomos criados para encarar e lidar com doenças. É uma realidade difícil e é preciso dialogar, discutir o dia-a-dia e orientar, ou seja, temos que trazer a família para dentro do cuidado”, afirmou Fabiana. A palestra ‘Cuidados e adaptação do domicílio no pós-alta’, apresentada pela enfermeira especialista em Estomaterapia Eide Nascimento encerrou a programação do evento.

A gerente de enfermagem Michelle Estefânio, integrante da comissão de organização do evento, comemorou a realização do I Simpósio. “Ficamos muito satisfeitos com o público que participou da nossa programação. Atingimos nosso objetivo de trazer a mensagem de que a desospitalização é um processo importante, que deve ser feito de forma segura e humanizada, e para isso contamos com profissionais convidados de diversas áreas. Já estamos ansiosos para a realização do 2º Seminário sobre o tema, no ano que vem”, disse.

O evento contou ainda com a participação do diretor geral da unidade, Frei Isaac Prudêncio, que agradeceu a troca proporcionada pelos especialistas convidados e destacou que a desospitalização segura e humanizada é um desafio que deve ser encarado por uma equipe multidisciplinar comprometida com a continuidade do cuidado ao paciente.
O I Simpósio de Desospitalização do Hospital São Francisco na Providência de Deus contou com o patrocínio de Nestlé, Multinep e Coloplast.

Desospitalização e alta segura são tema de simpósio gratuito no Hospital São Francisco para profissionais, cuidadores e familiares

Desospitalização e alta segura são tema de simpósio gratuito no Hospital São Francisco para profissionais, cuidadores e familiares

O tão esperado momento da alta hospitalar pode gerar medo e insegurança, sobretudo em familiares e acompanhantes de pacientes idosos. Com o objetivo de orientar equipes de assistência e difundir informações relevantes para alta segura a familiares e cuidadores, o Hospital São Francisco na Providência de Deus (HSF) promove, no próximo dia 26, o I Simpósio de Desospitalização: um olhar humanizado para a alta hospitalar, evento gratuito e aberto ao público.

A escolha do tema do Simpósio se deu a partir de experiência na Unidade de Transição de Cuidados do HSF, inaugurada em janeiro de 2022 e especializada em cuidados paliativos, reabilitação e transição de cuidados de pacientes em fase pós-aguda que necessitem de cuidados exclusivos. “Observamos, principalmente entre os pacientes idosos, maior necessidade de assistência e continuidade do cuidado em domicílio após a alta hospitalar. Em alguns casos, notamos uma certa resistência com o processo de desospitalização, um certo receio em dar continuidade no cuidado domiciliar”, afirma a coordenadora da fisioterapia Arminda Rodrigues, uma das organizadoras do evento. “Nossa meta é melhorar a comunicação entre as equipes e familiares de pacientes. Com isso, será possível diminuir as internações e reduzir o risco de infecções”, pondera a gerente de enfermagem Michelle Estefânio, que também organiza a programação junto com a psicóloga e coordenadora do Polo de Atenção Integral à Saúde Mental Caroline Oertel e a coordenadora de Nutrição Andressa Silva.

Elaborada com o intuito de oferecer informações relevantes sobre o assunto para a atualização de familiares e cuidadores, a programação conta com especialistas convidados que irão abordar os diversos aspectos da desospitalização. A nutricionista especialista em Cuidados Paliativos, Flávia Fonseca, irá abrir a programação com a palestra ‘Gerenciando o processo de desospitalização’. Em seguida, profissionais de diversas áreas irão participar da mesa redonda ‘O olhar da equipe multidisciplinar perante a desospitalização’.

A importância da participação da família no processo de desospitalização e organização da nova rotina familiar será abordada pela psicóloga mestre em saúde mental Larissa Genaro e pela assistente social Fabiana Correia, pós-graduada em Geriatria e Gerontologia. “Esse preparo da família para a nova realidade do paciente que retorna à casa é fundamental. Pela minha experiência, é possível perceber que a sociedade não tem preparo físico, cultural e emocional para lidar com esse cuidado, que no caso de pacientes idosos vai até o fim da vida. Nós não fomos criados para encarar e lidar com doenças. É uma realidade difícil e é preciso dialogar, discutir o dia-a-dia e orientar, ou seja, temos que trazer a família para dentro do cuidado”, afirma Fabiana. A palestra ‘Cuidados e adaptação do domicílio no pós-alta’, apresentada pela enfermeira especialista em Estomaterapia Eide Nascimento encerra a programação do evento.

O I Simpósio de Desospitalização do HSF conta com o patrocínio de Nestlé, Multinep e Coloplast. Os interessados podem ter outras informações pelo e-mail: simposiodesospitalizacao.hsf@gmail.com. Inscrições neste link.