Recentemente, diversos famosos vieram a público esclarecer sobre o problema de saúde que os levou a internação em hospitais: quadros graves de pneumonia, doença que por vezes pode evoluir sem sintomas específicos, o que atrasa o início do tratamento. A nossa pneumologista-chefe, Camilla Miranda, explica que o período que vai de março a julho tem maior incidência de gripe sazonal, que varia de acordo com o clima e o sistema imune de cada indivíduo.
“A gripe pode se tornar uma ameaça significativa para a saúde pública, resultando em hospitalizações e até mesmo mortes. A complicação de uma gripe pode acarretar em riscos, principalmente para idosos e crianças”, afirma a médica, que é membro da Sociedade Brasileira de Pneumologia. Ela complementa que tais quadros gripais, dependendo do agente etiológico e do estado do sistema de defesa do paciente, podem evoluir como pneumonia e derrame pleural (líquido acumulado nas pleuras, que são como o revestimento do pulmão e a caixa torácica).
O tratamento da pneumonia varia de acordo com o agente causador. Podem ser administrados antibióticos para combater infecções bacterianas e antivirais, se for em decorrência de Influenza ou Covid. “Há ainda, inclusive, a possibilidade do uso de antifúngicos, em um contexto de infecções mais raras que tenham outro agente causador”, destaca a especialista. O tratamento inclui ainda cuidados quanto aos sintomas, como a falta de ar, com medicamentos inalatórios. “Pode haver necessidade de associação de terapia sistêmica para a compensação clínica do paciente. Importante frisar que o tratamento sempre é individualizado, de acordo com um protocolo em que nos baseamos na causa da pneumonia, nos sintomas e nas possíveis complicações. A prevenção pode ser feita, antes da exposição, com a manutenção das vacinas sempre atualizadas”, reforça ela, que também é membro da Associação de Medicina Intensiva Brasileira (Amib).
