Nesta quarta-feira (26), a IV Semana da Doação de Órgãos recebeu o responsável pela Unidade de Transplante de Rim e Pâncreas da Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre, o médico Valter Duro Garcia, para falar sobre o cenário atual da doação de órgãos no Brasil. O especialista mostrou dados sobre o número total de possíveis doadores por milhão que existem no mundo e finalizou sua apresentação lembrando a importância da doação de órgãos.

Assunto que também foi o destaque da palestra Doadores: para a vida continuar,ministrada pela enfermeira Daniele Nascimento. O dia contou ainda com entrevistas de pacientes transplantados no Centro Avançado de Transplantes de Órgãos e Tecidos do HSF às equipes da GloboNews, Rede Vida e TV Brasil, que faziam a cobertura do evento. Eles, que vão participar de uma mesa redonda na quinta-feira com a assistente social Vanda Briggs, relataram suas histórias e emocionaram os jornalistas e cinegrafistas.

Cilber de Lima Santos, de 50 anos, foi um desses pacientes. Há cerca de quatro meses, ele, que desde os 13 sofre com a ceratocone, doença ocular degenerativa, contraiu uma infecção que rompeu suas córneas e o deixou cego. “Ficar cego foi bem impactante. Mas me considero uma pessoa de muito autocontrole e mantive as esperanças de voltar a enxergar. Emoção mesmo foi dois dias depois da primeira cirurgia no olho esquerdo, quando abri o olho e voltei a ver. Aí o autocontrole foi por água abaixo, fiquei muito emocionado em poder enxergar novamente”, conta Cilber, que foi o primeiro paciente a receber um transplante de córnea no HSF.

O analista de sistemas Rafael Nocito, de 64 anos, também compartilhou sua história com as equipes. Em 2015, o paciente viu sua saúde se deteriorar seriamente, o que levou à necessidade de hemodiálise frequente para suprir o mau funcionamento do rim direito. Foram quatro meses à espera por um órgão saudável. “Sou um otimista por natureza e tenho muita fé. Na antessala do centro cirúrgico foi o momento de conversar com o Criador, reavaliar a vida, pedir os perdões e orar pelo que estava por vir. E não poderia ter sido melhor. Me sinto muito bem, hoje tenho uma vida tranquila. Agora é vida nova com o órgão novo”, celebra Rafael, que se tornou militante da causa de doação de órgãos no seu dia a dia e participa frequentemente de palestras sobre o tema contando sua história, buscando sensibilizar as famílias.

 

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