Uma sensação desconfortável e persistente. Estamos falando da dor crônica, um sintoma individual, subjetivo e que pode ter sua origem em vários fatores ou doenças diferentes. Segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), é estimado que 30% da população global sofra deste tipo de dor. No Brasil, esse percentual equivale a 60 milhões de pessoas, dos quais 50% apresentam algum comprometimento da rotina, como afastamento e incapacidade para o trabalho ou mesmo para as tarefas mais simples.

Principal causa de absenteísmo, aposentadoria precoce, indenizações trabalhistas e baixa produtividade no país, a dor crônica nem sempre tem cura. Mas quando o paciente e o médico trocam a meta do alívio do sintoma pela da reabilitação, é possível conseguir sucesso no controle da dor.

“Os pacientes de dor crônica não são suscetíveis a um só tipo de tratamento. Geralmente, as terapias envolvem abordagem com medicamentos, psicoterapia, fisioterapia ou a combinação de todas. Em alguns casos, quando não temos resposta ao tratamento conservador fazemos procedimentos mais invasivos como as infiltrações na coluna com anestésicos e corticóides (bloqueio peridural)”, explica a coordenadora do Serviço Multidisciplinar da Clínica da Dor do Hospital São Francisco na Providência de Deus (HSF), a médica Helena Magella.

Mente sã, corpo são

Pesquisas apontam que, em alguns casos, a prática de atividades relaxantes também pode ajudar a aliviar a dor crônica. Em 2014, uma revisão de literatura publicada no Journal of the American Medical Association mostrou que a meditação tem impacto positivo no tratamento de diversos problemas de saúde, entre eles a dor crônica.

O ideal, segundo a pesquisa, é praticar ao menos 30 minutos diários da técnica. Para chegar a essa conclusão, os cientistas analisaram 47 estudos clínicos com mais de 3,5 mil participantes.