Missa com Dom Orani Tempesta encerrou o evento no Dia Nacional da Doação de Órgãos

A programação da V Semana de Doação de Órgãos do HSF contou com a participação de especialistas, que destacaram questões como a assistência humanizada e o papel do HSF nos cenários regional, nacional e até mesmo mundial da realização de transplantes. Entre os temas, a doação e captação de órgãos, as conquistas e novidades nos transplantes de córnea, fígado e rim e a assistência humanizada.

Coordenador médico da Organização de Procura de Órgão (OPO – Norte), Antônio Justo ressaltou que o maior desafio é conscientizar as famílias da importância da doação. “Registramos um alto índice de negativas familiares no Rio de Janeiro, mas temos alcançado bons resultados com a equipe da OPO Norte”, diz ele, enfatizando que a busca ativa por pacientes com lesões neurológicas graves que podem evoluir para morte cerebral e doação é fundamental para o sucesso do Programa Estadual de Transplantes (PET).

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Para coordenador do CTI de transplantes de pós-operatório do HSF, Pedro Tibúrcio, “independente do protagonismo do HSF na realização de transplantes, é importante fortalecer outros polos transplantadores não só na cidade do Rio, mas também no interior do estado. Nesse sentido, é importante frisar a atuação do HSF na parceria com a PUC-Rio, na capacitação de médicos, no curso de Especialização em Transplante Renal, que tem coordenação e conta com especialistas da equipe do HSF no corpo docente”.

Destaques

Algumas novidades também tiveram destaque na programação, como os transplantes lamelar e renal de idoso. “Realizamos o que há de mais moderno em termos de transplante de córnea no mundo, o transplante lamelar, no qual apenas as células doentes são retiradas e substituídas. Isso garante uma recuperação mais rápida do paciente, menos chance de que haja alguma complicação e aumenta as chances de o paciente recuperar a visão”, destaca Gustavo Bonfadini, que divide a coordenação do Serviço de Transplantes de Córnea com o também oftalmologista Victor Roisman.

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O transplante renal em idosos foi o tema da palestra da nefrologista Claudia Fagundes. De acordo com ela, o Brasil tem aproximadamente 130 mil pacientes em programa de diálise, cerca de 38% com idade superior a 60 anos. “O transplante é o melhor tratamento disponível para insuficiência renal crônica em estádio terminal. Além de melhor qualidade de vida, também possibilita sobrevida superior à oferecida pelas demais formas de substituição renal, por menor custo a longo prazo e estas vantagens podem ser verificadas inclusive entre a população de idosos. Com o advento de novas terapias, melhorias nos critérios de seleção do doador e receptor e cuidados perioperatórios, constatamos aumento no número de transplantes na população idosa. Aqui no HSF, cerca de 20% dos transplantes realizados foram em pacientes idosos”, destaca a especialista.

Dia do Doador

O Dia Nacional da Doação, 27 de setembro, teve um momento especial, com a mesa redonda “A vida pós-transplante”, na qual pacientes transplantados compartilharam histórias de superação e esperança. O Arcebispo do Rio de Janeiro, Cardeal Orani João Tempesta, encerrou a programação com uma missa solene, em ação de graças aos doadores de órgãos.